quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Internet móvel e o ¥100 Netbook


Em tempos difíceis todo mundo fica de olho em barganhas.
Uma boa dica para quem precisa de computador e duma conexão com a internet seria contratar um plano de internet móvel (スーパーライトデータプランにねんMAX) numa das lojas da Bic Camera ou Yodobashi Camera. Dependendo do uso, o custo mensal varia entre ¥2.900 a ¥ 6.880 por mês por uma banda de cerca de 7.2Mbps, dependendo do local de onde estiver acessando. E no ato da inscrição, fica a sua escolha adquirir um netbook por ¥100 se os pagamentos forem efetuados via cartão de crédito ou por volta de ¥10.000 se optar pelo desconto na sua conta bancária. Como requisitos, é necessário ter gaijin toroku com endereço atualizado, um cartão de crédito ou conta corrente. A burocracia limita-se tão somente ao preenchimento duma ficha com seus dados pessoais. Feito isto, o serviço demora cerca de uma hora para estar disponível. Um pequeno dispositivel do tamanho dum pendrive fará o papel de modem. Basta conectá-lo numa porta usb do seu computador e pimba!!!, conecção á internet estabelecida. Fácil assim. Instalei um programinha (versões em japonês e inglês) que veio junto num encarte, mas acredito que basta só plugar o dispositivo numa porta usb. A velocidade da conexão é satisfatória (depende da região), dá para baixar filmes, música e o escambau, sem sentir tanta saudade duma hiper conexão hikari. Um porém é que você fica atrelado à provedora por pelo dois anos. Caso venha a romper o contrato uma multa será cobrada, cujo valor inicia em ¥69.600 e vai decrescendo conforme os meses de utilização até zerar ao fim de dois anos.
Minha amiga não quis, então acabei comprando para mim, através da inscrição dela, um Aspire One ZG5 bacaninha pela bagatela de ¥9.800 e ainda levei de brinde um pen drive de 7 gigas. Repetindo: se o pagamento das mensalidades fossem descontados no cartão de crédito, este netbook custaria ínfimos ¥100.
Fica ai a dica...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2008, o ano do (sem)tenário

Final de ano e todo mundo aguardando ansiosamente a tal virada. Não faço assim o tipo ranzinza e fechadão, mas nessa época do ano procuro mesmo é me esconder, evaporar se possível. Desde piá tenho este hábito. Não curto estas festas. Aliás, não curto festa nenhuma. Mas desta vez, talvez um pouco abalado pela conturbação desgracenta deste ano velhinho que esta se esvaindo, quero começar este novo ano mais positivo.
Talvez esteja inspirado por esta reportagem pra lá de interessante que acabei ler agorinha mesmo. É sobre um porco que sobreviveu durante 36 dias soterrado por um terremoto na China, somente bebendo água lamaçenta da chuva e comendo carvão. 36 DIAS!!! O danado perdeu 2/3 do peso e virou herói nacional. Isto sim é que é ter vontade de viver!!! Uma tal lição de otimismo sem paralelos. Se fosse comigo já teria entregue os pontos no primeiro dia? Primeiras horas? Talvez nos primeiros minutos...
Pô...
Se um porco consegue ser assim tão positivo, diante de uma situação tão degradante, porque então yo, numa situação razoavelmente melhor, não posso ser mais otimista e aproveitar mais o que a vida tão fartamente me oferece? Preciso ler mais reportagens inspiradoras como esta. Realmente levantou meu astral. Estou até me sentindo mais leve...



E não é que me acabou caindo nas mãos a tal moeda de ¥500 do centenário da emigração? Estranhei quando a recebi de troco num kombini aqui pertinho. Já ia reclamar com a atendente, quando reparei que era a famosa moeda, cunhada especialmente para comemorar os cem anos de emigração. Tinha lido sobre ela num post do blog do Shigues... Ou da Bah. Não lembro direito. Por via das dúvidas torrei-a no primeiro jidouhanbaiki que me apareceu. Pelo menos vale os ¥500 estampados na face. Alívio...
Este ocorrido acabou servindo de mote para refletir que este foi mesmo o ano do (sem)tenário para muitos brazas aqui na ilhota, pois tem muito carinha perdido aê:
100 trampo,
100 dinheiro,
100 teto,
100 espectativa de melhora e pior,
100 grana para a passagem pro brasil...

Ô piadinha de mau gosto, né? Uma qualidade interessante de ser brasileiro é ter a capacidade de rir da própria desgraça... Mesmo com um chiste pobre destes.

By the way, um novo ano se inicia daqui um pouquinho.
E na onda do heróico porco chinês, neste próximo ano vou tocando a canoa, dia após dia, sobrevivendo, na esperança de que as coisas voltem para aquela tão saudosa (e lucrativa) normalidade.

É isso...

UM FELIZ 2009.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O trenó do papai Noel quebrou...

E não será consertado a tempo para o natal deste ano. E pior, as renas estão em greve porque o papai Noel não tem como pagar seus salários.

A barra está pesada aqui. Ninguém sabe se melhora, se piora ou mais cruel, se acaba o Japão de vez para nós, meros peões terceirizados...
A única certeza é que não teremos a ceia farta neste natal, peru gordo ou outro bicho saboroso. Servidos á mesa, prontinhos para levar umas fatiadas, só os "kubis" dos dekasseguis que ainda se encontram empregados. Queria ter a capacidade de ser mais otimista. Acreditar que a "Lei da Atração" resolvesse tudo. Ajudaria muito se tivesse fé numa religião ou algo que de alguma forma ao menos lograsse me enganar, retirar da minha mente estas ondas de pessimismo que insistem em chocar-se contra a superfície da minha conciência e me fazem ficar em permanente estado de alerta para a zorra que se tornou este país.
É dose. Grande parte dos meus amigos e conhecidos já se foram para o brasil... Até uns camaradas blogueiros.
Neste dias negros, são despedidas raramente comemoradas, sempre lamentadas.
Nunca dei qualquer importância ao natal e datas afins, mas desta vez sinto um grande vazio, uma melancolia, uma imensa saudade da felicidade alheia dos amigos, colegas, que de uma forma jamais imaginada, no íntimo me contagiava, me transmitia uma baita alegria...

Mas deixemos esta crise de lado, nem que seja só por um instantinho...

 
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Galera, desejo de coração um FELIZ NATAL para vocês. Espero que consigam comemorar como nos anos anteriores, todavia não exagerem, guardem o dinheiro da passagem pelo menos... ;-)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Livro fodão!!!



Sabe o que é chegar em casa todo destruído, estressado, sonolento depois dum inesperado e indesejado yakin de doze horas, começar meio por acaso a ler um livro e não conseguir desprender-se dele mesmo quando precisa ir ao banheiro?
Achei tão fodão o "Nos Bastidores da Universal" que mesmo num estado físico miserável, durante três horas estive tão compenetrado na sua leitura que o mundo pareceu ter estopado ao meu redor. Muito além de ser uma mera reportagem-denúncia ou biografia, é um livro de fortíssimo conteúdo humano. Sob o olhar privilegiado e perspicaz de Mario Faustino, ex-pastor, o submundo da igreja universal do reino de deu$ é visceralmente escancarado ao mundo sem meias palavras: uma verdadeira máfia que transformou a religião num negócio, dotada de sujas técnicas mercantis para confundir o "zé-povinho" (adjetivo com o qual o "bispo" carinhosamente denomina suas "ovelhas"), através duma releitura obscura da bíblia com o fim de amelhar dinheiro, mais dinheiro e só dinheiro. O livro é um potente chutão nos bagos do tal "bispo" macedo. Na verdade os podres desses vendilhões da fé que exploram, manipulam sem qualquer pudor a crença de milhares de almas humildes e inocentes, em nada me surpreendeu, aliás, é o que qualquer pessoa dotada de um pouco de bom senso e informação já deveria saber ou intuir. Mas o que de fato me captou a atenção, foi a toda a via-crucís pela qual Faustino bravamente trilhou para livrar-se do fanatismo religioso, do vício das drogas, da criminalidade, da AIDS entre tantos outros dramas e fatalidades que atravessaram seu caminho para uma vida mais equilibrada e feliz. Um exemplo real de como virar o jogo da vida e vencer, mesmo que num determinado momento esteja perdendo a partida de goleada.
Tudo é narrado num ritmo alucinante, ágil, digno de ombrear lado a lado com um best-seller de autoria dum Scott Turow ou John Grisham por exemplo. Mário Faustino, além de ser um herói no meu entender, pelas tantas advercidades que superou, é um excelente escritor, daquele tipo que possue o dom mágico de nos iluminar com o testemunho emocionante dos extremos que permearam sua vida. Seu livro, sem dúvida nenhuma vale uma leitura atenta.

Alguns trechos...

-Quando entrou:

O programa prendeu minha atenção e a partir dali me manteve cativo todas as noites. Esperava com ansiedade ouvir o tema de abertura e, quando isso acontecia, eu já tinha colocado sobre o radinho de pilha um copo cheio da água que beberia depois da "prece poderosa". Ainda hoje não estou bem certo do que me atraia naquela programação. Afinal de contas, tinha apenas quinze anos, uma fase em que a maioria dos jovens não ocupa a mente com determinados problemas que afligem os adultos. Porém, eu era diferente. Estava sempre preocupado com as dificuldades dos meus pais. Além disso, eu era uma criança profundamente triste. Desde muito pequeno, escondia-me pelos cantos do quintal. Era um obstinado que buscava indiscriminadamente a solidão. Em certas ocasiões, sem nenhuma razão aparente, passava horas calado e triste. Esse vazio acabou por impulsionar-me ao meu destino. Foi ele, o vazio, que me levou a sair de casa naquela noite rumo ao centro de São Gonçalo procurando o lugar onde, de acordo com o programa de radio, "um milagre espera por você". O milagre esperava por mim no velho prédio do Cine Santa Maria.


Quando foi expulso:

[...]Ora, não se faça de imbecil! Você sabe por que tem de ir. Mas vou refrescar sua mente. Você não pode mais ficar com a gente porque tem AIDS! Quando Edir Macedo, o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, me chamou em seu escritório, no fundo eu sabia que era isso que ele me diria.


O livro encontra-se esgotado nas livrarias, mas tem uma versão em pdf AQUI.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Mar revolto e marujos perdidos...

Quando a maré esta boa, tudo vai bem, de vento em popa, o marujo não enjoa com o balanço da canoa e nem precisa saber direito para aonde vai. Quando o mar se torna revolto, traiçoeiro e o marujo não se dá conta do maremoto que esta por vir, ai então parece que todo vento, mesmo aqueles que sopram a favor, nunca satisfazem e até parecem ser contra.
Assisti este vídeo e senti um profundo desgosto da ignorância de certos dekasseguis.
Daqui a pouco estes cidadãos presentes no vídeo estarão na sarjeta ou debaixo da ponte passando fome e frio sem ter a menor idéia do porquê de estarem lá. Dá-me uma certa impressão de que falta orientação para este povo que esta aqui. Tem gente que parece não ter a menor ciência do breu que se tornou o nosso presente e futuro no Japão. É muito bonito e humano estas ações de solidariedade e tal, mas não adianta tapar o sol com peneira, é fácil concluir que tudo não passa dum mero paliativo para uma situação que só tende a agravar daqui em diante...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

...feeding a family of four on 10,000 yen a month.

"...alimentando uma família de quatro membros com somente ¥10.000 mensais."
É isto mesmo. Por mais irreal que possa parecer, esta frase esta no meio de uma interessante reportagem da agência Reuters sobre as artimanhas econômicas das patroas japonesas nestes tempos tão complicados. Ao terminar de lê-la, não tive como ficar aqui meio aturdido, pasmo, pensando em como conseguem tal feito...
Eu por exemplo, só em latinhas de café de "jidouhanbaiki" torro uns ¥ 13.000 mensais.
Só em restaurantes, fast foods, ramenyas e etc, lá se vão uns ¥15.000.
Só em pães, doces e besteiras variadas adquiridas em konbinis, lá se vão outros ¥15.000 e a conta prossegue até atingir algo em torno de uns ¥110.000 de custo mensal para me manter aqui, sem contabilizar aluguel, energia elétrica, água e gás que sempre vem descontadas direto na folha de pagamento.
Pois é, parece que vou ter de modificar meus hábitos consumistas por um tempo também, até porque meu salário atual não comporta tantos gastos assim...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Kobe

Começando tudo outra vez. Gostei da cidade, de Osaka que fica pertinho daqui e até do trampo (meio corridinho), mas principalmente do horário reduzido, sobra-me tempo pacas agora. Pena que granamente o salário não seja proporcional a minha satisfação com o restante das coisas, mas até que a borrasca econômica passe de vez, creio que estarei muito bem abrigado por aqui. Indústria de alimentos é sinônimo de estabilidade nesses dias carregados de incerteza, afinal, com ou sem crise o povo tem que se alimentar, não é?
E meio que estou um pouco aliviado por ter deixado para trás todo aquele lamaçal de estresse que inundava o Butantã, eita lugarzinho carregado de intrigas aquele... De qualquer maneira não posso de forma alguma cuspir no prato de comi, apesar de em alguns momentos ter degludido certos dissabores gratuítos, estresses desnecessários, suportado algumas pequenas e medíocres autoridades, a bagaça rendeu o que pode e as verdinhas que consegui economizar estão guardadinhas lá na minha conta corrente no brasil... No final das contas o que importa nesta vida dekassegui é isto: "dinheiro na conta", isto é o que realmente resume a dor sentida e o suor despendido na labuta diária por aqui.
O resto que não foi legal que se dane...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Yatta!!!!!! I found a job...

Não sabia se chorava ou ria. Lia os escassos anúncios de emprego em jornais, revistas, ligava e nada... Fonava os amigos, ex-colegas, conhecidos e a situação era a mesma: ou estavam cumprindo aviso prévio, ou prestes a serem cortados, ou temiam por isso num futuro não tão distante, vagas então nem pensar. Aê, como já tinha esgotado os anúncios atuais, já meio desesperançado, catei uma revista velha da Alternativa, edição de fevereiro, quando a situação ainda estava boa. Vasculhei-a de cabo a rabo, liguei, liguei e liguei e também não consegui muita coisa boa, aliás não tinha quase nada... Parecia que de repente tinha aterrisado num campo desmatado ou num inóspido deserto africano, olhava ao redor e não via qualquer coisa que prestasse no meu campo visual. Uma década aqui e nunca, nem nos meus pesadelos mais bizarros, imaginei que as coisas ficassem tão ruins assim. E não tô fazendo drama. O troço tá feio mesmo. Até shain teme fazer parte da degola na fábrica que estou saindo.
Mas eis que já estava prestes a zarpar para Chiba, trabalhar em linhas de trem (serviço bruto, feroiz, pesado, mas que ainda paga razoavelmente bem), quando uma amiga tantousha conseguiu cavar uma vaga pra mim num bentoya em Kobe. Sem horas extras, 7 horas diárias, semana de 6 noites. Apartamento individual próximo da fábrica. O interessante é que já estava procurando um emprego com carga horária semelhante a tempos e nunca lograva encontrar. Pelo menos, nunca nesta combinação interessante. Agora é aproveitar bem o puta tempo que vai sobrar para alguns projetos pessoais, frequentar regularmente uma boa academia de musculação, ler muitos livros, assistir trocentos filmes, episódios de seriados, velejar a toa na net e o mais importante, não precisarei viajar para o brasil e despender da bufunfa tão suadamente economizada para um ano ou mais de vadiagem por lá. Tenho planos para retornar, mas é coisa de uns cinco ou mais anos pela frente, ganhando bem ou mal, mantenho por ora a resolução de ficar por aqui na ilhota, nem que seja para ficar matando o tempo.
Sinto uma enorme pena de quem ainda depende disso aqui para sobreviver ou manter a família. É dureza. Tenho que me dar por muito afortunado pela minha situação ser diferente. Posso ficar um ano ou mais numa colocação de ganho mínimo, bastando que a paga me custeie uma vidinha regrada, modesta e esperar tranquilamente a recessão econômica passar.
Tenho certeza absoluta de que tudo aqui ainda vai se normalizar. Daqui a quanto tempo? Sei lá. Não tenho a menor idéia, ninguém deve saber, mas que vai melhorar, vai, disso tenho absoluta certeza...
Enquanto a tormenta não passa, não desistam do seu sonho. GAMBATTE, dekasseguis!!!

domingo, 23 de novembro de 2008

Cabou...

Simbora daqui. Desta vez não escapei do facão. Bem que tentei me esquivar. Abaixei, pulei de lado, corri, mas de nada adiantou... Enfim deceparam-me o "kubi". :-(
Tô de aviso prévio.

Aqui foi bom enquanto durou, rendeu uns trocados, algumas alegrias, teve algumas aporrinhações é claro, mas se não deu pra ficar, fazer o quê.
A empreiteira foi legal, nada tenho a me queixar com relação a isto, tudo que se pode fazer para manter o nosso trampo foi tentado, até cogitaram montar um sistema de três turnos, mas...
Torço para os colegas que ficam. Dizem que para o ano que vem a situação continua braba por aqui. Aqui e em todo o resto do Japão pelo visto. Leio os raros anúncios de trampos num jornal da comunidade e fico pasmo. Como as possibilidades empregatícias deterioraram-se tanto. E em não mais que num semestre saimos de uma zona confortável de quase pleno emprego para esta situação absurda de cortes em massa e sucateamento de produção. Setores de eletrônicos e automotivos já descartei. Tô procurando colocação em indústria de alimentos, paga menos, mas é o melhor abrigo possível para esta tempestade econômica. E não esta fácil. Já marquei uns "mensetsus" na semana vindoura e se tudo der certo, agarro firme o primeiro porto seguro que encontrar, o negócio agora meus amigos, é sobreviver ao ano que vem, porque pelo andar da carruagem teremos que torcer (e muito) para que 2010 seja um ano mais próspero...
Tomara que esteja só emocionalmente pessimista. Tomara. Boa sorte para aos colegas dekasseguis que continuam na batalha aqui. E para mim também, parece que vou precisar...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Afê... Por aqui, tudo assim muito parecido...



O pior é que os boatos que andam rolando por aqui sempre se confirmam... E haja adrenalina!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Holografia na CNN

Lembram desta cena num dos filmes da série Star Wars?



Resolveram copiar.
Achei fodézimo esta tecnologia de holografia que a CNN recém incorporou em suas transmissões.



E fico aqui especulando a respeito das inúmeras possibilidades pornográficas que isto ainda vai render...

domingo, 2 de novembro de 2008

Shakai hoken: "Japão quer negociar acordo previdenciário com o Brasil"

Uma boa notícia para todos aqueles que pagam este imposto lazarento e acreditavam que era dinheiro jogado no lixo. Não é sem tempo. Todo santo mês quase 400 doletas do meu salário morrem nesse buraco negro fiscal chamado shakai hoken.
Agora só nos resta ( ai, ai, ai...) aguardar a boa vontade do governo brasileiro em sentar-se à mesa de negociações e efetivamente fazer algo a respeito. Coisa que infelizmente me desanima um pouco. De qualquer forma é uma luz de esperança.

Da Agência Estado:

O Japão planejar iniciar negociações com o Brasil em 2010 para um acordo previdenciário que isentaria cidadãos das duas nações de pagamento duplo de obrigações previdenciárias durante estadias no outro país, disse neste sábado uma fonte do governo japonês, segundo a agência Kyodo News, citada pela Dow Jones Newswires.

Até o momento, o Japão já assinou pactos semelhantes com sete países, incluindo Estados Unidos e Grã-Bretanha, mas o acordo com o Brasil seria o primeiro do gênero com uma economia emergente.

As negociações podem ser demoradas, no entanto, por conta de diferenças entre os valores previdenciários pagos e entre os sistemas previdenciários dos dois países, segundo fontes.

Japão e Brasil têm laços de longa data, com grandes colônias de origem nipônica no Sudeste e Sul do País e cerca de 320 mil brasileiros, descendentes de japoneses em sua maioria, morando no Japão.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Pankun aprontando com o segway

Principal estrela do popular programa televisivo "Tensai! Shimura Doubutsu-en", o esperto chipanzé Pankun pinta e borda nas telinhas nipônicas dando uma de humano e as vezes até superando-os, como neste vídeo...



No começo até que estranhou, mas bastou uns minutinhos brincando com o Segway para o macaquinho dar um baile de pilotagem no humorista Ken Shimura.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A coisa tá ficando feia...

Sabia que as coisas estavam meio esquisitas, mas tanto assim... Catei isto do TB.

Como os cortes nas fábricas estão afetando os brasileiros

Grupos governamentais revelam que a crise econômica mundial provoca desemprego maior entre estrangeiros do que japoneses
Redação Tudo Bem
25.10.2008

A atual crise financeira mundial torna ainda mais visível a delicada posição dos dekasseguis. Em meio às dificuldades econômicas, eles são normalmente os primeiros a serem dispensados pelas companhias japonesas.

O brasileiro Stenio Sameshima, 28 anos, foi ao Japão no ano passado para juntar dinheiro trabalhando nas montadoras, mas está passando a maior parte do seu tempo na fila de emprego das empreiteiras, informou a agência AP.

A situação de Sameshima, que foi formado como professor de ciências, se tornou dramática ao ponto dele se dizer disposto a aceitar “qualquer trabalho que pague”.

O seu caso não é um fenômeno isolado. O governo japonês não mantém registros precisos da quantidade de estrangeiros desempregados, mas oficiais locais, trabalhadores e agências de mão-de-obra possuem centenas, se não milhares, de registros de trabalhadores estrangeiros sendo dispensados pelas principais empresas do país, como Toyota, Honda e Yamaha.

Leia mais na edição 815 do jornal Tudo Bem.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Jero

Sabe qual é a nova grande revelação da música enka deste ano?
Este carinha aê:



Quando vi a figura toda em trajes hip-hops pela primeira vez custei a acreditar, mas o carinha parece ser bom mesmo...



Tem chamado tanta atenção o seu sucesso que até o Washington Post publicou uma interessante reportagem a seu respeito uns meses atrás...

Enfim, sossego...

Bem, já se perfazem um mês no jotão, a fase de adaptação encerrou-se e tudo parece bem mais fácil agora. Quase dois anos ganhando o tutu bancando a estátua viva em frente de máquinas enferruja os ossos de qualquer um. Mas enfim, as dores nos braços, pernas, costas e até cabelos, não mais castigam. De quebra ainda virei ninja no trampo, mesmo nos momentos mais exasperantes a coisa toda se ajeita e até sobra tempo para ficar mergulhado no oceano de maionese das minhas idéias viajantes.
E o melhor de tudo, a tia enfezada e uma Kobra traiçoeira que por lá rastejava se foram para sempre. Somente yo de braza no pedaço. Tranquilidade total e absoluta. Agora é só chegar, bater o cartão ponto, trampar, trampar e trampar, bater o cartão ponto de novo e pronto. Cabô. Ce fini. The end. Owari!!! Nada de ficar tolerando encheção de saco, tretas, fofocas e etc. Que troço fácil trabalhar no meio dos japas. Eles te ignoram, você os ignora e todo mundo acaba feliz. Prefiro assim. Gosto da maioria dos meus compatriotas, mas sempre tem maçãs podres no cesto que conseguem empestear o ar com seu cheiro acre.
Oh yesss!!! Nada como um dia após o outro, sem nada de importante acontecendo... Um mar de tranquilidade. Até quando vai ser este sossego? Não sei, mas enquanto perdurar, fico aqui curtindo feliz da vida esta solidão operária.

sábado, 11 de outubro de 2008

Época de eleições...

Tava tão ligado nestas notícias de derretimento de bolsas de valores, câmbio endoidecido, forex e nas besteragens que fico baixando da internet, que acabei esquecendo deste importante momento democrático que são as eleições no braziu. Que patriota eu sô, hein?

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O bar do seo Biu

Catei num fórum da corretora Fator, aonde tenho conta de investimento. Não lembro do link nem da autoria, mas achei genial o didatismo com que o autor explica a atual crise nos mercados...

O 'seo' Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).O gerente do banco do 'seo' Biu, um ousado administrador com curso de MBA, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento do 'seo' Biu tendo o pendura dos pinguços como garantia.Uns seis Zé-cutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CCB, CDC, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer. Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (são as tais cadernetas do 'seo' Biu). Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o bar do 'seo' Biu vai à falência. E toda a cadeia sifu.


Se preferir, a Folha tem um jeito mais formal de explicar a atual bagunça financeira...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Eli Stone

Eli Stone é um seriado muito bem escrito. Bons atores. Mulheres belíssimas. A trama é baseada numa premissa um tanto irreal, porém estranhamente fascinante. Eli era um advogado de sucesso, sua vida era uma pintura do sonho americano em todas suas cores, brilhos e formas. Prestes a se casar com uma belíssima loira e no auge da sua carreira profissional, um dia é acometido por uma visão mágica, surreal que irá afetar o rumo de sua vida para todo o sempre: George Michael cantando "Faith" na sala de estar do seu apartamento. A partir deste incidente, coisas como alucinações, aneurisma cerebral inoperável, profecias, visões, relacionamentos ameaçados, acupunturista mistico, viagem a uma montanha longínqua e centilhões de outros ingredientes muitas vezes absurdos, mas muito bem amarrados em roteiros fantásticos tornarão Eli Stone um dos seriados mais interessantes e divertidos de se assistir nesta fall season. Episódios saindo quentinhos do forno logo mais em 10 de outubro...
E para quem perdeu a primeira temporada, episódios com legenda aqui.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

E a bolsa furou...

E a bolsa continua caindo, rolando ladeira abaixo com seus índices e valores monetários. E as maleditas análises gráficas apontando que as coisas podem ir mais para baixo ainda... Tinha um dinheirinho enfiado lá. Principalmente nas ações das Lojas Americanas (LAME4), com mais de 50% de prejuízo acumulado desde o início do ano. Pode desvalorizar ainda mais, mas nem vou mexer, estou cansado, meio estressado e já conformado com todo o leite já derramado no piso das minhas reservas econômicas...
Mas fico cá imaginando como deve estar a cabeça de alguns peões aqui. Infelizes que depositaram tanta fé em fazer multiplicar uns tostões minguados sem muito esforço e se vêem agora sob o risco de perder grande parte dele num piscar de olhos deste verdadeiro apocalipse financeiro. Conheço gente que colocou todo o fruto de anos de suor penosamente laborando aqui na ilhota, numa aposta cega em siglas obscuras da Bovespa.
Não tem como condenar o pobre diabo que se deixou seduzir pelo doce canto de sereia das bolsas de valores. O sujeito lê na mídia insistentes notícias de gente ganhando fortunas, milhões, dinheiro a rodo, sem qualquer trabalho, dor de cabeça, é claro que vai querer participar da festança. Lucra um pouquinho aqui e ali e a ambição chuta fora a razão da sua consciência. Acaba viciando no "game" e termina colocando até o que não deveria na mesa traiçoeira da jogatina especulativa.
Uma triste constatação é que no universo capitalista não se ganha dinheiro de verdade trabalhando, não mesmo... Chavão velho e verdadeiro. Na realidade parece que não se ganha dinheiro de forma alguma, riqueza parece ser algo destinado a uns poucos iluminados que carregam uma bola de cristal mágica debaixo do braço ou se é supra-talentoso ou genial em alguma arte ou esporte. Para nós, reles mortais, resta o consolo de pelo menos conseguir ganhar o pão nosso de cada dia e quiçá juntar uns trocados para comprar uma cabana lá na terrinha. E nem seguindo os conselhos daquele famoso documentário idiotizante ou ficar rezando fervorosamente em cultos crentes, as coisas parecem se resolver facilmente para nós.

Que saco... É ficar meio chateado para pensamentos negativos fumegarem no ar. Afinal, o que é um prejuízo de 12 milas nesta brincadeira?

Pois é, agora não tem mais jeito... Esqueça esta merreca Tabuchi-san. Dê uma volta por ai, vá espairecer a cachola, comer um ramen, apostar uns números na "Loto 6", beba o resto daquele vinho vagabundo que sobrou do dia anterior e depois capote naquele seu colchão duro sem cama, porque hoje a noite tem ralo dos pesados no Butantã e tu ainda tem uma choupana pra erguer sabe-se lá aonde no brasiu...

Restou uma...

A passagem do Ike foi devastadora... Cerca de dois milhões de pessoas abandonaram seus lares por conta desta tempestade que se transformou num dos maiores furacões da temporada. Por sorte o Ike enfraqueceu, tornou-se uma simples depressão tropical e rumou para o norte. Mas antes causou um prejuízo de bilhões de verdinhas e ainda deixou centenas de milhares de pessoas sem água, energia elétrica e algumas mortes pelo caminho. Muitos perderam tudo que possuíam. Tiveram seus lares literalmente varridos do mapa.
Bem no centro deste rastro de destruição, um verdadeiro milagre aconteceu em Gilchrist, Texas. Esta casa, única entre milhares de outras ainda se manteve praticamente intacta. Parece que só o jardim foi meio prejudicado...



Da pra entender uma coisa dessa? Tomara que tenha esta sorte quando um taifu destes resolver bagunçar as coisas aqui em Izumo.

E teve outro sortudo...



E a coisa foi feia mesmo.
Confira mais imagens aqui.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Um sonho de lã rauze

Corria os últimos anos da década de noventa, havia muito zangyou, a peãozada brazuka na ilhota se arrebentava de trampar e juntar verdinhas. E ainda não existiam pedras como o shakai hoken, imposto municipal e o escambau para atrapalhar... Não perdi a oportunidade. Ralei até ao quase esgotamento total dos meus limites físicos e mentais. Economizei até o osso, estufei meu pé de meia até quase rebentar de Ienes e planejava, sonhava e constantemente fazia contas para conferir se já tinha o suficiente para dar uma de "entrepreneur" lá na terrinha. Ficar se arrastando no chão de fábricas já estava me deixando deveras sacudo e estressado. E a crise de desemprego de 2000 meio que começava a se prenunciar.
Ai então fixei uma data para retornar (junho/1999) e depois de longas matutações, num lance de epifania fake passei a considerar seriamente em abrir uma lan house. Na época parecia ser um negócio extremamente promissor, inovador e até sofisticado. Além de ter o privilégio de não ficar dependendo da lerdeza e instabilidade das conexões discadas que custavam uma fortuna em ligações telefônicas. Poderia navegar na net a vontade e ainda amealhar uns din-dins com a lan house. O casamento do agradável com o útil para a felicidade deste peão-nerd que vos fala.
Retornei para a terrinha e não sei porque, a idéia genial evaporou-se nalgum lugar no meio do trajeto Tóquio - São Paulo. Algum efeito colateral do jetleg do vôo maratônico deve ter enfiado um pouco de razão na minha cabeça entupida de projetos tolos.
Não entrei nesta furada, entrei em outras, verdade seja dita... Mas pelo menos nessa não. E pasmem, lan house se tornou um negócio tão pop que existe uma até em Jacuzinho, uma vila perdida lá nos cafundós do agreste nordestino. Deve estar disputando espaço com botecos, borracharias e templos evangélicos pelos mirréis de seus um mil e novecentos e sessenta e nove habitantes...



O interior é ainda melhor. Dê uma bisa no luxo tecnológico desta lã rauze.



Pelo menos o "criente" parece estar satisfeito...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Dexter, back again!!!



A data neste post promocional não está incorreto, os tubes gringos irão verter sangue das vítimas do matador serial mais cool do planeta, oficialmente, só no próximo dia 30 deste mês. Mas alguma alma caridosa já fez a gentileza de subir com o arquivo do primeiro episódio desta temporada na net. Já se espalharam seeds e legendas nos sites habituais... Já baixei, assisti e curti adoidado. O homi continua sanguinolento, muito sanguinolento, as always...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Na praia... Na praia?!? Na ilhota.

Nunca estive tão feliz. Totalmente largado, esparramado numa espreguiçadeira a contemplar uma deliciosa paisagem praieira sob um resplandescente sol veranico. Ao longe um mar azul e um céu anil se fundem no horizonte quase completando-se numa coisa só. Ao perto belas mulheres, de todas as cores, formas e belezas exóticas circulam em passos sensuais e movimentos voluptosos... Parecem estar desfilando para mim... Disputando minha atenção com discretos sorrisos lascivos. Empunho um copo de uísque "on the rocks" na mão. Sorvo um longo gole, sinto aquele forte gosto etílico queimar minha garganta e uma deliciosa sensação de embriaguez rapidamente envolve meu ser. Um estado de liberdade absoluta sobrevém. Nenhum problema, compromisso ou crise existencial faz ruídos. Minha alma parece renovada, pura, límpida como água cristalina. O universo parece conspirar pela minha felicidade. Mas de repente percebo algo que me causa estranheza, algo que destoa neste ambiente ideal: meu antigo celular verdinho a lá pré-pago da Telefonica. Objeto tosco que uma vez me fiz comprar para procurar trampo na ilhota e que depois da utilidade provisória, na falta de melhor uso, acabou se tornando um mero despertador para meus compromissos fabris. E o treco deu para surgir agora, instantaneamente no meu campo visão, como um duende maligno tentando me surpreender. Parece que foi a séculos que arremessei-o ás profundezas de um saco de lixo... Antes de zarpar de vez da ilhota. O último toque de um ritual de despedida definitiva. Mas por que diabos este troço insiste em aparecer aqui? Não é que bastou notá-lo para que o bendito comece a tocar? Tento ignorá-lo. Mas não consigo ceder a tentação de atendê-lo. Abro (estavam fechados???) então os olhos e na negritude do meu quarto percebo que tudo não tinha passado de um sonho. Diabos!!! Ainda estou na ilhota??? Não quero acreditar nesta possibilidade. Miro os dígitos esverdeados do celular e leio 18:55. Lembro com tristeza que as 19:30 tenho que pegar o buzão para o trampo... Não, não e não!!! Não pode ser!!! Não é possível...
Minha consciência ainda ébria de sono não consegue distinguir realidade de fantasia.
Mas luto desesperadamente para acreditar que ainda vivo no paraíso, dormi e me pus a sonhar que ainda estou labutando naquela vida miserável de dekassegui. Abro e fecho os olhos. Repetidas vezes. Esfrego-os com força. Não adianta. A praia, as mulheres, o mar e o sol não retornam. Tudo não passou mesmo de um belo sonho. Paralisado na minha frustração, fico a pensar que porra é esta vida lazarenta, como foi que me meti nesta, como é que vou sair desta, queria poder esquecer tudo isto, derreter, evaporar, sublimar, sumir daqui. Morrer e renascer noutro lugar. Quem sabe numa outra vida ressuscitar á imagem e semelhança dum negão de dois metros, jogador da NBA, com muita grana, fama e mulherada a la vonté...
Fúteis e inúteis divagações... Parece ser tanta coisa pensada, mas não duram nem sessenta e nove segundos para desintegrar-se no pó maledicente da vida real. O sonho de chutar tudo que me incomoda para alto, exilar-me na minha sonhada Pasárgada e ficar eternamente só a ver a grama crescer forte e verde parece ser algo tão distante...
Como sempre, uma vez mais a realidade modorrenta prevalece e naquela resignação diária de peão dekassegui me ponho de pé e me arrasto para mais uma noite enfadonha de trampo no Butantã...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

House, só mais um pouco...



Logo mais no dia 16 deste mês, o doc mais genial e louco do planeta dará suas caras nos tubes americanos.
E como tradicionalmente acontece antes das aguardadíssimas premieres, spoilers dos primeiros episódios já vazaram na net, confira aqui. Parecem factíveis, mas se verdadeiros ou não, só dia 16 iremos saber... Eita ansiedade que só faz judiar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Só...

Muitas faces,
Olhares fugazes,
Passos velozes,
Mensagens abandonadas,
Palavras não ditas...

Sigo lentamente,
Fechado no meu mundo,
Perdido em meus pensamentos,
Acorrentado aos meus princípios,
Enclausurado às minhas idéias.

Não vejo ninguém,
Não percebo ninguém,
Ninguém me percebe.

Sempre em frente,
Sigo,
Sozinho no mundo...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

iPhone Girl

É esta simpática figurinha aê:



Já trampei com umas chinas aqui na ilhota. Mas nenhuma chegou aos pés da simpatia da "iPhone Girl". Uma operária chinesa que apareceu numas fotos salvas por distração num iPhone 3G durante sua produção, que posteriormente foi adquirido por um britânico que por sua vez publicou as imagens no fórum MacRumors. O post com as fotos bombou adoidado e dai em diante ela se tornou a mais nova celebridade web. Rapidamente virou top hit no Digg, motivo de post em quase todos os principais blogs for macmaníacos, artigo na Wikipédia, sem falar que logo mais deve estar aparecendo em todos os jornais do mundo.
Fizeram até umas gracinhas bem interessantes com uma foto dela:



A identidade dela continua um mistério. O que sabe-se com certeza é que não será kubi. E nem fuzilada pelas implacáveis autoridades chinesas como se temia de início... ;-)
Pena que não acontece uns furyos legais assim por aqui...

sábado, 23 de agosto de 2008

Amarelaram outra vez...

Mas da cor do ouro nesta olimpíada!!!



E para quem perdeu ou deseja rever este jogo histórico, um torrent quentinho acaba de sair aqui.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Tiddlywiki, um wiki pessoal


Você precisa de um sistema fácil, eficiente e privado para registrar dados, resumos, clips, rascunhos diversos, agendar tarefas, desabafos íntimos, poemas tronhos, loucuras mil, planos secretos para conquistar o mundo, etc e etecétera?
Então afirmo-lhes que desde já teus problemas se acabaram!!!
TiddlyWiki é um software fenomenal que facilita em muito tudo isto, e além de ser gratuito, é agnóstico quanto a sistema operacionais, pois roda em OSX, Linux e se o ruindows (98, xp ou vista) não travar ou bichar antes, roda nele também... :-)
É um software pequeno, consiste num simples arquivo composto por códigos html e ajax, descartando qualquer tipo de complexidade informática, como banco de dados, bibliotecas e outros apetrechos esquisitos que costumam se pendurar a este tipo de programa. Necessita tão somente de um navegador decente como plataforma, citaria por exemplo o Firefox, Opera ou o Safari (o "explorer" não é um navegador decente, mas funciona nele também, acho...) para acessar e editar os textos que serão acrescentados ao wiki.
Assim como na Wikipedia, os textos (artigos) que no TiddlyWiki são chamados de "tiddlers", podem ser linkados entre si, ser agrupados por tags, pode-se adicionar imagens e sons aos artigos, classificá-los por data de entrada e tudo poderá ser facilmente localizado a posteriori através de um prático sistema de busca, além de inúmeras outras possibilidades que poderia ficar a citar indefinidamente até que as forças de meus dedos se esvaíssem de tanto digitá-las...
O TiddlyWiki atinge o cúmulo da simplicidade no quesito instalação também, porque sequer é necessário instalá-lo. ;P
Basta salvar o arquivo "empty.html" em algum local no seu hard disk, pen-drive ou aonde bem lhe apetecer e abrí-lo através de seu navegador favorito, after. Sem qualquer configuração. É só começar a utilizá-lo. Vapt-vup. Simples assim!
Comecei a utilizar o TiddlyWiki a cerca de duas semanas, principalmente como muro de lamentações e fosso de impropérios privados, mas aos poucos fui descobrindo várias outras possibilidades e a partir de então estou utilizando-o para tudo que precise ser anotado, rascunhado ou arquivado. E através de suas variantes e adaptações, pode ser otimizado para "n" finalidades, até como ferramenta de GTD, como o GTDTiddlyWiki .
Existe ainda uma oportuna extensão para o Firefox chamada TiddlySnip que facilita bastante a clipagem de pedaços de páginas web, salvando-as automaticamente no formato de "tidlers" para dentro do arquivo do TiddlyWiki.
Mais informações e outros reviews para que não fiques ai a pensar que tudo isto não passa de xavecação vazia, aqui, aqui e aqui...

Se uma imagem vale por mil palavras, um slide vale por um milhão? Confira esta apresentação e se convença de uma vez que o Tiddlywiki é demais!!!


Uma Introdução ao Tiddlywiki

View SlideShare presentation or Upload your own. (tags: tiddlywiki)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

As Nanas e a Anna


Nana é um manga até jóinha. Dei uma bizoiada acidental nuns scams perdidos na net. É sobre duas minas homônimas que se chamam Nana. Uma é frágil, romântica e meio zoada da cabeça e a outra é rock-punkera fodona. Acontece delas se esbarrarem em Tóquio e amigar-se apesar de suas diferenças abissais. Posteriormente acabam por dividir um apato, seus conflitos pessoais na busca pela felicidade no amor e na vida profissional, chororôs, porradas do destino, gatos e ziliões de outras coisas mais...
Gostei do design, a estória é bem escrita, uma novela modernosa e tudo ia bem até que me toquei que a bagaça toda era um .... hã... josei manga?!? Ai ficou meio broxante continuar a lê-lo. E meio que tô sem falta de tempo também...
Mas o que importa nessa estória toda é que as Nanas acabaram por me levar a conhecer a Anna.
Estava outro dia de bobeira no YouTube, quando aproveitei para assistir a abertura do anime baseado no mangá e ai tive a gratíssima surpresa de dar de ouvidos com a Anna Tsuchiya. Foi paixão á primeira audição.
Não sou fã de Jpop, mas a mulher é roqueira da gema. Canta muito. E não é aquela vozinha adocicada e afetada que tanto caracteriza as vocalistas jpopeiras. Esta tal de Anna tem vozão, jeitão, pinta, estilão e canta como roqueira de verdade!!! Confiram aê:


quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Religião e alguns posters motivacionais


Religião
: Algo muito semelhante a isto...




Rezar: Como não fazer nada e crer que esta ajudando...


Mais uns posterzinhos legais aqui.

E para refletir um pouco, leia este post interessante da Juliana Dacoregio, provavelmente a blogueira e atéia mais bonita lá da terrinha, quiçá, do planeta!

domingo, 10 de agosto de 2008

Confissões de um wagabundo...

Fuço aqui, fuço acolá,
fuço tudo sem nada saber,
Fuço, fuço e fuço tudo....
por que sei que meu hantai,
nerdoca como és,
Nas minhas fuças não vai bater...
Triste sina do infeliz,
Ser meu hantai é do caráleo,
Porque fuço, fuço e muito fuço,
Para que tudo fuçado fique,
e zuado tudo deixo,
para ele muito se danar...
É hosei, katto patan,
katto rain, yonetsu ondo...
Nada deixo pra trás,
Tudo tenho que fuçar,
Para a vida do hantai,
um inferno tornar...
"Montanha Lisa" nada sabe,
das malignas artes que pratico,
no seu sopé escorregadiço...
Muito bobos eles são,
Muito esperto eu sou,
ainda assim se me catarem,
mentiras inventarei,
porque se em nada sou bom,
nisto ao menos eu me presto...
Muito bom eu sou também,
Em transformar o que nada sei,
em coisas que muito pareço saber,
Sou vigarista, mentiroso,
wagabundo e muito besta...
Fuço aqui, fuço acolá,
fuço tudo e kubi não levarei...
Muito bobos eles são,
muito esperto eu sou,
Além disso,
lambo, puxo, lambo, puxo...
puxo, puxo e muito puxo,
até quase arrebentar...
Nunca serei kubi...

Minhas singelas homenagens ao W, meu estimado "hantai", que sempre deixa a máquina no "jeito" para mim...

sábado, 9 de agosto de 2008

Estante dobrável

Um troço interessante para dekassegui retirante ou para aquelas almas ciganas que não querem ter muito trabalho com mudança... Ou para quem é muito "kubi", é claro. :-P
Esta estante é facilmente portável, pesa somente uns 1.8 Kg. É dobrável, nada de parafusos ou pregos.



E fui descobrir isto justo agora, quando acabei de comprar uma que precisa parafusar, montar e etc, etc... Mão de obra do K7...

Combinando esta estante com este mobiliário móvel, imagino que seria possível compor um interessante "kit dekassegui" para estes dias difíceis. Que tal?
Mais informações aqui.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

O Escafandro e a Borboleta




Pode parecer meio piegas declarar isto, mas este filme quase me levou ás lágrimas. É tão belo que me senti faltando palavras para descrevê-lo. É sobre a vida de Jean Dominique Bauby, ex-redator chefe da famosa revista francesa Elle, que na plenitude dos seus 43 anos foi acometido de uma raríssima doença que o deixou totalmente paralítico, exceto pelo o olho esquerdo. E fazendo-se uso de movimentos com a pálpebra deste olho, ele comunicava-se com o mundo exterior e inclusive conseguiu de forma brilhante escrever o livro que deu origem a esta película.
A princípio era uma piscadela para dizer sim e duas para dizer não. Mais tarde aprendeu a formar palavras e frases. E ai começou a aventura de escrever seu livro. Todos os dias memorizava os textos, corrigia-os mentalmente a noite e durante as tardes ditava-as para sua assistente. Foi um processo penoso que consumiu meses, mas a despeito de todas as limitações impostas pela sua condição, logrou sucesso e legou ao mundo esta obra pujante, eloqüente, sonhadora e repleta de amor a vida.

Verdadeiramente impressionante é como ele conseguiu manter suas faculdades intelectuais intactas, houve é claro um violento choque emocional ao tomar ciência de suas miseráveis condições físicas. Mas não se deixou vencer por isto. Agarrou-se ao que tinha em mãos, libertou-se de seu escafandro (uma alusão ao seu corpo paralítico) e ousou sonhar, viajar, dar asas a sua imaginação e voar como uma borboleta liberta em campos abertos.

O filme tem algumas passagens deveras engraçadas apesar de todo o cenário cinzento que o envolve. Um dia, durante uma visita, um amigo lhe reporta as últimas fofocas parisienses: "Sabe o que estão falando ao seu respeito? Que tu agora não passas de um vegetal."
Sem o menor abatimento Jean Do rebate ironicamente:"Que tipo de vegetal? Uma cenoura? Um pepino?"
Uma metáfora por demais cruel, considerando a trágica situação, mas bastante exemplar da força interior que ainda bravamente residia no interior de Jean Do.
Nada o derrubou apesar de tudo, e através de sua fértil imaginação manteve-se ainda um sujeito glamuroso, sedutor e principalmente um grande escritor.

Ao terminar de assistir ao filme, ainda emocionado, fiquei aqui a tecer paralelos. Imaginando se algum dia me livrarei deste "escafandro" em que me enfiei e poderei partir para concretizar efetivamente alguns dos meus sonhos. Estive de certa forma tão acomodado nesta vida robótica que as vezes nem tenho a ousadia de sonhar que possa existir algo melhor fora daqui. Que posso fazer algo melhor. Construir algo. Que apesar da minha crescente e contínua decepção com o ser humano, reforçada por estes anos sufocantes sobrevivendo aqui na ilhota, possa existir pessoas boas, corajosas e verdadeiramente honestas neste mundo. Talvez não esteja enxergando. Talvez tenha que modificar meu modo cínico e por vezes amargurado de encarar as coisas...

Mille fois merci, Jean Do...

Meu parabéns. Você é o cara que soube viver. Você é o cara que me apontou que se tem que tentar viver e ser feliz sob quaisquer circunstâncias. Que as possibilidades de um homem são limitadas tão somente pela sua imaginação. E por tua conta, descobri ainda que existe algum resquício de ilusão e romantismo sobrevivendo neste meu espírito embrutecido (e não tão emburrecido)...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A gostosona...

Ela era a gostosona.
Ela era a boazuda.
Ela era a imperatriz, rainha e princesa.
Para aonde quer que desfilasse,
seja pelos sinuosos corredores ou salões do Butantã,
um tapete vermelho estendia-se.
Kachos, butchos, shains, peões e sem dúvida nenhuma,
um conhecido liderzinho zé ruela,
lhe eram todos servos fiéis.
Ao rufar de seus passos majestosos
e ao sensual feitiço de sua presença real,
todo o Butantã solenemente se curvava.
Bela morena, vaidosa mestiça de olhos puxados e sorrisos mulatos.
Insensível mulher que namorava a atenção de todos os homens
as expensas da distração de um.
Foi se há muito... Há muito tempo...
Deixou a ilhota de vez
e revoou-se para um canto lá na terrinha.
E deixou todos para trás,
a tristemente balançar suas cabeças,
as de cima e as de baixo...
No ar ainda respiro,
a sereiosa fragrância de seu perfume...
E ainda ouço,
a sussurrar pelos vastos galpões do Butantã,
suas loucas histórias de loucos amores que insistem em se revelar...

domingo, 3 de agosto de 2008

Charges tecnológicas


Isto não é real.
X-(


É divertida. Morri de rir. hahahaha....
Porém irreal nos dia atuais. O Linux e suas distribuições evoluíram muito em termos de usabilidade. Talvez há uns dez anos atrás quando tinha acabado de me inserir no universo linuxer, esta charge retratasse a árdua tarefa de se configurar um sistema Linux.


O tempo passou... Tornei-me um feliz proprietário de um iMac há quase um ano atrás e outra louca história de amor tecnológico começou em minha vida. Rendi-me ao OS X e suas facilidades configuracionais. Com eventuais escapadinhas para conferir as últimas novidades linuxistas via VMWare.

Isto é real.
:-D :-D :-D :-D :-D



Upsss... Nunca tive qualquer problema com meu iMac, mmmaas...

Isto pode ser real. :-(

sábado, 2 de agosto de 2008

Orkut, dekasseguis, seus fóruns e um desabafo...

Adoro a internet. Ouso declarar que sou quase organicamente dependente dela. Ainda mais por ser um sujeito um tanto introspectivo, pouco aberto ao relacionamento humano na vida real. Através da grande rede virtual, obtenho grande parte do meu lazer, e mesmo nesta semi-exclusão aqui na "pqp", através dela conheci tantas pessoas interessantes e inteligentes, tive acesso a tantas informações que nem a maior das bibliotecas jamais poderia me proporcionar. Mas sei reconhecer que ela é só mais uma ferramenta, tal como uma faca de dois gumes, que pode ser utilizada tanto para o bem, quanto para o mal. Enfim, esta em nossas mãos, seus usuários, a escolha de fazer desta fantástica tecnologia uma coisa boa ou ruim.
Ontem, como tenho feito ultimamente para aperfeiçoar um pouquinho meu inglês macarrônico, surfei aleatoriamente por jornais gringos.
Num determinado momento esta trágica reportagem me captou a atenção, é sobre o suicídio de uma adolescente americana chamada Megan Meier, vítima de trote cibernético. Uma longa história, pontilhada de muita dor, tristeza e danos morais infinitos, tanto para as vítimas, quanto aos seus odiosos agressores.
Após digerir a reportagem, me peguei refletindo longamente sobre sobre meu próprio comportamento e sobre muita coisa que percebia errado nas minhas andanças cibernéticas.

No Orkut principalmente. Basta adentrar por alguns fóruns, ler alguns posts para se encontrar mergulhado numa lama sórdida de comentários fúteis, permeados de palavras de baixíssimo calão, ofensas, injúrias, calúnias e desaforos dos mais cruéis e injustos que se possa imaginar. Protegidos por um certo distanciamento físico proporcionado pelo universo virtual e pelo anonimado covarde. Pessoas dos mais variados tipos e gêneros, perpetram toda a sorte de crimes éticos e morais de incontáveis formas. Quer uma amostra deste lixo? Entre nesta "comunidade", intitulada "Brasileiros em Shimane" e sinta o fétido odor da baixaria, da intolerância, da ignorância, da futilidade, da mediocridade e da frivolidade... Para não citar outros adjetivos carinhosos. Entre nesta "cãomunidade" e irá se deparar com toda uma fauna (e flora?) rica em indivíduos ególatras, ignorantes e burros exteriorizando toda uma retórica reprimida em palavras e frases escritas em péssimo português, compondo idéias tortas, ridículas e sem sentido numa ilimitada escatologia verbal. Tudo em nome da "Liberdade de Expressão", segundo o seu administrador, um sujeito que nem ao menos mora ou trabalha em Shimane, e que há um bom tempo foi vergonhosamente defenestrado daqui. Mas que insiste em defecar posts pelo fórum, armado de uma sabedoria rasteira, fútil e inútil, sobre assuntos do qual nem ao menos está a par. Entre nesta comunidade e contemplarás este circo hediondo, este verdadeiro "freak show" com teus próprios olhos, mas antes meu caro, tome o cuidado de prender a respiração para não correr o risco de morrer asfixiado com tamanha fetidão... E também saia rápido para não se morder de tanta vergonha alheia ao deitar os olhos sobre os escritos bizarros ali depositados.

Bastou-me outro dia lá adentrar para informar-me sobre um possível corte de pessoal no setor aonde trabalho, que toda uma matilha me veio sedenta numa perseguição sem sentido a ladrar injúrias. Salvo um nobre colega que me foi realmente prestativo. Detonou-se um "frame" inútil e vazio por uma simples pergunta...

Gosto verdadeiramente de entender as pessoas, procuro respeitá-las, tolerá-las, mesmo que por vezes não me sintonize com suas idiossincrasias. Ainda assim não consigo compreender o porquê de se existir tantos ressentimentos, tantas intrigas e falta de respeito para com o próximo na nossa comunidade. Muitas vezes motivados por questões fúteis, banais, sem qualquer propósito real...

Bato, bato e bato sempre na mesma tecla. Apesar de sermos todos iguais, meros "catatores de ienes" nesta ilhota, tudo que vejo no meu convívio com meus próximos, meus contraerrâneos, salva raras exceções, é uma triste e desoladora desunião. E "algumas" destas porcaiadas que acontecem em fóruns dekasseguis no Orkut é tão somente uma extensão e reflexo deste mundo cão que nós mesmos construimos. Que nós mesmos fomos responsáveis por torná-lo assim...

Desculpem-me pelo diagnóstico devastador e admito, cruel no uso das palavras. Pode chocar, eu me choquei ao reler este texto.
Alguns poderão achá-lo injusto. Mas penso que precisamos urgentemente repensar nosso modo de agir e proceder de forma mais comunitária, prestativa, humana e gentil. Não custa muito tentar e pode fazer um bem danado...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Kubi or not kubi? Eis a questão...


Izumo. Calor infernal. Zilhões de graus. E uma dúvida solta no ar. Afinal, fui ou não "kubizado"?
O setor inteiro aonde trabalho já foi cruelmente ceifado. Tal fatalidade aconteceu justamente no dia em que já estava de folga. Descubro isto por acaso, lendo o blog duma colega. Ligo para a empreiteira e ninguém atende. Todos estão de folga e tudo só volta a funcionar no dia 4. Só daqui a três dias terei a derradeira resposta...
Respiro fundo... Resigno-me... Meus pensamentos estranhamente se voltam para a magnifica estante que tinha recém comprado, para tentar organizar a bagunça no meu cubículo e dar-me um pouco de qualidade de vida.
Ahhh... As benditas "leis de Murphy", insistem em me perseguir... Pelo menos ainda não tive o trabalho de montá-la. Já esta pronta para uma possível mudança.
Anotem a seguinte equação: Dekassegui = "peão de trecho". Por conta dela, um dia estamos aqui, outro dia ali... E esta ilha é imensa, bem maior do que aparenta ser.
Por mais que seja veterano de Japão, já acostumado a tantos trancos, solavancos e barrancos, fica aquele vazio estranho de ter de abandonar tudo, assim meio de repente...
Felizmente (ou infelizmente, não sei ao certo) sou brasileiro, não desisto jamais!!! E a vida continua...

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Melancolicamente bela...

"Green Grass Of Tunnel" - Múm (Cover)



Adorei a versão cover, só no violão, de um japurunga toquiano genial. Muito mais do que a original que achei meio sem sal. E combinada com este cinzento dia de verão que está fazendo, a música me despertou uma estranha melancolia... Um desejo incontido de viajar para estranhas dimensões e deliciosamente enlouquecer com seus singelos e delicados acordes...
Poderia escutá-la add infinitum e jamais me cansar... Coisa de louco...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Post longo e chato...

Interessante como um pequeno incidente pôde derivar tanta confusão. Assim como, teorizam alguns cientistas, que o bater de asas de uma borboleta (alguns fatos me fazem acreditar que o fratular de uma vaca também tenha o mesmo poder de fogo :-p ) no lugar certo pode criar um furacão do outro lado de um oceano.
Explico. Mas antes aviso. Vai ser longo e chato, mas como estou com uma vontade louca de aliviar uma certa coceira nos dedos, ai vai...

No setor aonde estou alocado no Butantã, chamado “facão”, opero máquinas que cortam blocos em pequenas partes que mais tarde serão transformados em condensadores. É um típico trabalho dekassegui, basicamente requer um pouco de habilidade manual, certo reflexo visual, um raso conhecimento geral, baixo nível intelectual, enfim um "brainless job" como diriam os gringos. Cada operador é responsável por uma única máquina, num sistema hipoteticamente isolado (por isto gosto dele), aonde o sujeito ficaria na sua posição durante onze horas produzindo peças, e ao final do seu expediente passaria o serviço ao seu "hantai" (operador do outro turno), bateria seu cartão-ponto e iria embora, para dali a doze horas e durante a semana, repetir todo o processo again, again, and again...
Seria um serviço simples, tranqüilo e o setor funcionaria harmonicamente se alguns brasileiros(as) que ali enfiaram não fossem tão infantis, medíocres e egoístas, ou seja, tão genuinamente "brasileiros" nas suas atitudes.
Um ano e meio metido ali e tenho tantas estórias para contar, que preencheriam um livro da espessura do Aurelião.

Tenho minhas idiossincrasias e sei que podem ser absurdas e até insuportáveis para outras pessoas, e já profundo conhecedor de como funcionam as coisas no Butantã, passei a adotar uma postura ao estilo britânico em minhas relações interpessoais para evitar aborrecimentos. Falo pouco, porém educadamente, cumprimento somente quem trabalha próximo ou possui alguma relevância administrativa. Reservo sorrisos e palavras descontraídas para pessoas com as quais realmente prezo e respeito. Para as outras, mesmo quando meu interior esta pulsando de felicidade, sempre fico a demonstrar uma cara semi-amarrada, com certos traços irritadiços, sonolento e indiferente, justamente para afastar eventuais incômodos sociais.
Imaginei que assim comportando, de forma impopular, seria ignorado, deixado de lado, passaria a ser uma presença invisível e certamente evitaria problemas, mas para a minha estupefação as coisas não funcionam exatamente assim na prática. Sem me dar conta, colecionei desafetos entre indivíduos com os quais jamais travei qualquer contato ou tão somente cumprimento.
É... Realmente a vida é não é simples. Não pode ser reduzida a uma mera fórmula de comportamento.

Creio que para me alinhar com o pessoal teria que rever minhas atitudes sociais. Ter um comportamento mais latino, ou seja me transformar num ser hipócrita, falso, bobo-alegre e no cúmulo da perfeição virar crente para enfim tornar-me um típico brasileiro médio-barrela e então ser um cidadão aceito na "bolha brasileira" aqui na ilhota.

Mas voltemos ao que seria o tema central deste post:

"R" esta na lista das pessoas que me eram totalmente indiferentes, mas sempre tratei-a com o devido respeito, fique bem claro. E quando é minha hantai sempre deixei a máquina na melhor ordem possível e passei o relatório da forma correta. Mas acontece de R ser desleixada, ao nível da porquice no trato da máquina. Durante cinco meses, nas raras vezes em que acontecia de alternar a máquina com ela, fazia vista grossa a esse hábito suíno, e para não criar qualquer tipo de intriga, esperava ela sair do setor para limpar a máquina fora de suas vistas. Dava um certo incomodo, perdia-se tempo, sem falar no inconveniente de parar o que se estava fazendo para fazer a limpeza e depois reiniciar a produção. Tudo para preservar os delicados sentimentos de R.
Mas o tempo passou, houve cortes na produção e por conseqüência diminuição de pessoal no setor e passei a alternar frequentemente com R. E assim sendo, não teve jeito, quando percebia a máquina suja, logo depois de receber o relatório, passava rapidamente a fazer a limpeza da bendita, da maneira que considerava minimamente ideal para seu bom funcionamento, enquanto R alegremente fofocava com as outras peoas, como normalmente acontece. Mas não é que R conseguiu ofender-se por isto? Por eu limpar a máquina que estava operando, no meu horário de serviço?!?
É claro que R não me veio perguntar o porquê de estar tendo aquele trabalho todo. E nem eu procurei reclamar da imundície, pois acreditei que seria bem mais fácil aceitar a situação de forma resignada e simplesmente refazer o que tinha que ser feito de forma correta.

E reclamar do trabalho de um colega aqui é geralmente subentendido como ofensa pessoal. Mesmo se utilizando de boas maneiras, educação e respeito. Pode dar briga, berros, choradeira e a coisa pode até desgringolar para agressão física. Portanto caso seja necessário, faz-se isto pelas costas, através de um complexo sistema de comunicação, via líder-de-linha do seu turno, que por sua vez vai se comunicar ao líder-de-linha do outro turno que por sua vez irá finalmente repassar a “solicitação” para o seu colega-desafeto do outro turno. E geralmente não surte o efeito desejado. Pode esperar que no dia seguinte haverá uma "contra-solicitação", adivinha de quem?

Todo este enrolado é necessário porque somos uns peões ignorantes e infantis que não conseguem resolver suas diferenças de forma civilizada, ”face to face”. Não sabemos aceitar críticas profissionais de forma adulta. Sempre imaginamos que o reclamante esta posando uma sabedoria fake, dando uma de “rei da cocada preta” do pedaço. E para defendermos nossa fina sensibilidade, jamais consideramos estar procedendo de forma errada. "Nunca é nóis qui erremu." É sempre os “outros” que estão errados... Mesmo quando no íntimo saibamos que os "outros" é que estejam provavelmente certos. Fazer considerações racionais para quê? Mais fácil acionar os nossos escassos neurônios para atacar, difamar e inventar falsos argumentos para prejudicar os "outros". Os "outros" tem mais é que suportar os nossos erros e defeitos, sem ter qualquer direito de reclamar ou questionar nossas ações. Fodam-se os "outros"!!!

Os dias prosseguiram e passei a notar uma certa hostilidade por parte de R, lotes ruins me eram carinhosamente alocados, palavras um tanto bruscas eram ditas, mas como por um milagre a limpeza da máquina passou a feita de forma correta. Vai entender... Quando estava imaginando que o céu estava para brigadeiro, eis que chega ao meu conhecimento as queixas de R em relação as minhas supostas intenções de humilhá-la, por refazer a limpeza da máquina que segundo ela já estava "muito bem feita" e mais uns blá-blá-blás infinitos... Deu-se um certo bafafá no escritório, sobrevindo de uma procissão de líderes me questionando sobre o que tinha acontecido, porque, etc, etc.
Toda uma celeuma inútil e aborrecimentos desnecessários foram gerados porque simplesmente cumpria com minha obrigação de manter a máquina sob minha responsabilidade, limpa, como deveria ser. Com esta simples intenção. Palavra de escoteiro.
Eis como são as coisas aqui, pequenos incidentes que poderiam ser solucionados com um pouco de bom senso, diálogo e talvez um desconfiômetro pouco calibrado para notar certos detalhes, acabam por se transformar numa tempestade de mal-entendidos e calúnias num mísero copo d'água...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

iPhone 3G X Keitai Japonês

O site Narabe fez um interessante comparativo entre os celulares japoneses e o bombadíssimo iPhone. Clique na imagem para tornar legível a tabela.



Parece que o iPhone perde feio na quantidade, mas na qualidade das funcionalidades tenho minhas dúvidas. Me responda rápido: quem iria precisar da função de pedômetro num celular? E o sistema de alerta de terremotos? A tremeção sismológica ocorre de forma tão rápida, instantânea e inesperada que fico imaginando se isto teria alguma utilidade prática...

Calor...

Faz um calor abrasador aqui, e é claro que de acordo com as infalíveis leis de Murphy, neste momento de extrema necessidade, o ar condicionado tinha que se estropiar, em plena madrugada, numa semana de feriado e numa pqp como esta...
Resignado, abro a janela e dou de ouvidos com uma orquestra sapofônica a coaxar estrondosamente no tambô (plantação de arroz num alagado) vizinho...
Mesmo assim é um alívio... Uma brisa refrescante invade meu microscópico lar, infelizmente acompanhada de um indisfarçável odor de esterco e duns pernilongos vampiros. Fazer o quê, amanhã ligarei para a empreiteira e se o tio Murphy der um tempo, tudo será resolvido, espero...
É isso ai, o jeito é continuar tocando a vidinha, suportando esses pequenos dissabores nesses intermináveis dias de ócio.
E nem quero pensar que ainda restam quatro dias...
Pô, que droga... pensei!!! @:-(

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Crise...

Crise na economia mundial, japonesa e outros tantos fatores misteriosos impuseram cortes na produção na fábrica na qual trabalho e de repente encontrei-me numa situação pela qual nunca passei aqui na ilhota, trabalhando poucos dias e por conseguinte ganhando uma merrequinha de salário. Aliás, nunca no meu histórico de peão dekassegui ganhei tão miseravelmente assim. Fosse numa época não muito distante, estaria insanamente escarafunchando anúncios em jornais, telefonando, buscando informações sobre oportunidades de emprego em outras bandas, tudo por um salario melhorzinho.
Talvez seja coisa da idade, mas cansei-me da antiga vida nômade, apesar de algumas vezes estar profundamente sacudo deste lugar e de as vezes envolver-me em situações tão desagradáveis a ponto de quase descambar para atitudes faroésticas.
Mas enfim... A inércia me venceu e por ora resolvi acomodar-me por aqui. Mesmo que granamente não valha a pena, mesmo que aparentemente os contras serem maiores que os prós, mesmo assim decidi que aqui ficarei, ainda que esta resolução esteja tão firme, tal como um prego fincado na areia...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

iPhone 3G - Só mais um dia!!!

Mais um dia e o iPhone estará a venda aqui na ilhota. Mas parece que a fila para comprar a bagaça high tech não esta tão grande assim. Segundo o Akiba News, só 26 pessoas aguardando o lançamento oficial até a tarde de ontem...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

The Walking Dead



Apesar de um inicio meio xoxo, entupido de cliches até não poder mais. A partir do quinto volume, "The Walking Dead" finalmente embala, detona, vicia e agradavelmente surpreende quem persistiu em acompanhar a jornada angustiante de uns poucos humanos sobreviventes num mundo assombrado por legiões de zumbis. Fazia muito tempo que não me entusiasmava tanto com um comic, gostei tanto do TWD que atravessei 10 horas ininterruptas devorando insanamente todos os 49 volumes publicados até agora.
Embora a edição 50 já esteja disponível nos EUA, de acordo com o autor Robert Kirkman, a estória ainda não tem um final elaborado, nem data para terminar.
Mas se continuar interessante com está sendo até agora, torço mesmo para que nunca termine!

Baixe as edições traduzidas em português pelo grupo Vertigem aqui.

domingo, 29 de junho de 2008

"Last Friends" um Jdrama legal




Detesto novelas. E sinceramente nunca me imaginei assistindo a um Jdrama (novela japonesa). Mas para aprender o idioma niponico estou me prestando a qualquer sacríficio. Com esta feroz determinação impregnada no espírito acabei por terminar agorinha mesmo o primeiro episódio de "Last Friends". Putz que troço deprimente da p...!!! Se você resolver assistir e for uma pessoa emotiva, prepare-se para descarregar baldes e baldes de lágrimas e ranho. Michiru, a personagem principal sofre horrores, ijime no trabalho, agressão física e psicológica em casa, humilhações e outros trancos mais. Sabe-se lá como um ser humano consegue suportar tanto abacaxi assim.
Nunca assisti a outro Jdrama para ter como base de comparação, mas no LF aparecem um monte personagens complexos, esquisitos e surreais como nunca imaginei ser possível pintar na telinha japonesa. Se você for assistí-lo vai encontrar:
- uma sapatona (Ruka);
- um assistente social especializado em violência doméstica, que ironicamente pratica violência doméstica (é o famingerado Sosuke, namorado da Michiru);
- um japa esquisito (Takeru), não se sabe se é ou não gay, mas que parece mesmo ter problemas com contato físico;
- um corno manso, exageradamente manso, tanto que é incapaz de retornar ao seu apartamento quando desconfia que o Ricardão lá esta traçando sua esposa.
- não se pode esquecer da própria Michiru, que também deve ter uns parafusos soltos, por ser tão absurda e irritantemente passiva, tão inerte, tão monga que basta pensar nela que passo a vizualizar um saco de pancadas, daquele tipo usado para treinar boxe.
Com certeza surgirão mais elementos bizarros ainda, estou escrevendo isto baseado apenas no primeiro episódio.
Enfim, me surpreendi positivamente, estórias tristes, depressivas, escuras e recheadas de personagens miseráveis e medonhos é algo que curto em demasia. E o LF tem isto tudo de sobra. E se ainda não bastasse, gamei na Ruka, que apesar das curvas retilíneas, tem um jeito de sapata que me é bizarramente sexy, putz, isso só pode ser algo relacionado a esta minha longa estadia aqui no Japão que esta me pirando... :P

Aqui do Japão, estou downlodeando tudo do Torrent-jp.(Necessita registro e é necessário clicar no botão "Thanks" para que os links dos torrents fiquem visíveis).
Se preferir assistir com legendas em inglês, baixe-as aqui.

A evolução do homem

A principio dei boas gargalhadas quando vi esta charge, mas bastou um pouco de reflexão para ficar meio chateado...

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Nitendo DS uma grande ferramenta para aprender japonês


Estava cá com os meus botões matutando sobre qual assunto encher este blog já há um tempinho meio largado, quando tive a brilhante idéia de escrever uma séries de posts sobre como utilizar o Nintendo DS como instrumento de aprendizado do nihongo. A principio fiquei bastante entusiasmado pois imaginava que o tema sequer existia ainda na blogosfera. Mas nem precisei pesquisar muito para descobrir que existe sim. "Learn Japanese DS" é um blog incrível, todinho escrito só para revelar, detalhar e ensinar todos os macetes jamais imagináveis para aprender nihongo utilizando o Nitendo DS.
Quem diria. Não foi ainda desta vez que tive aquela "sacada" original.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Loja de Xadrez no Japão


Dei uma goglada sem muita esperança de encontrar qualquer coisa relacionada, mas não é acabei tendo sucesso. Num país aonde o cenário enxadrístico é algo semelhante a um enorme e inóspito deserto, sobrevive não sei como uma loja online de xadrez, a Checkmate Japan.

Achei os preços meio salgados, mas ainda assim estou quase sacando uns Ienes da carteira para comprar esta belezinha: