quinta-feira, 13 de março de 2008

Stress, canseira, doideira, sei lá o que...



Viver em Izumolândia, estar isolado numa estação polar ou numa Nova Iorque arrasada e abandonada como o personagem de Will Smith no filme "I am a legend" não poderia ser mais solitário. Excetuando o período em que estou trabalhando no "butantã" aonde tenho que fazer um esforço por vezes hercúleo para conseguir interagir com uns seres esquisitos de comportamentos horrendos, anti-éticos e bizarros que por lá encontro, o restante da minha vida social é inteiramente virtual. E isso até que não é ruim considerando a presente situação. E fique bem claro que estou simplesmente comentando, não lamentando.
Uma vez no “butantã” basta parar um instante para analisar as atitudes hipócritas, estúpidas e espúrias de algumas pessoas para revoltar-se e dai é um pulo para estressar-se. Quando entendi e compreendi como as coisas lá funcionavam, jurei que iria ignorar tudo que houvesse de errado e tocaria adiante minha vida como se nada tivesse percebido. Bancar o estúpido inocente, cego, surdo e mudo seria a estratégia. Infelizmente tem dias em que é impossível não deixar-se levar pelas negras nuvens do estresse e da irritação. Assim como é tarefa impossível ficar no meio dum chiqueiro e não deixar-se respingar pela lama e sentir o fedor dos porcos ao redor...
Estando nesta vida já há cerca de um ano e três meses acabei desenvolvendo um vicio infernal de ficar diariamente, como um robô ensandecido, visitando e pendurando comentários banais em blogs, canais de irc, fóruns e até no orkut, do qual sempre tive certa aversão. Pode parecer cretino e infantil, mas tenho que admitir: como é irracionalmente divertido e emocionante ficar detonando "flames" e irritar idiotas virtuais.
E aqui, nesta "pqp" mergulhado num aborrecido e infindável mar de minutos, horas e dias a perder de vista, não existe nada de muito interessante a se fazer mesmo... Mas é desolador descobrir que sem querer, talvez querendo, acabei tornando-me um patético pichador cibernético. Felizmente já enjoei disto.
E não adianta, confesso que não faço muito esforço e minha "atual" personalidade não ajuda muito, mas construir alguma amizade ou estabelecer uma rede social mínima que seja, é uma tarefa que considero como de dificuldade incomensurável aqui.
E no “butantã”, pode ser paranóia, mas é deveras interessante como as vezes (ou quase sempre?) observo desconfiança e descrédito no que digo ou faço, por mais boas e desinteressadas sejam minhas intenções. É sempre alguém achando que estou querendo cargo, vantagens ou sei lá o que... É um saco. Encheu. Desisti de bancar o mané bonzinho.
Mas sei que preciso mudar, abandonar este estado amorfo, apático e sem chama. Tenho que recuperar aquela energia vibrante para jamais me deter, parar de olhar para trás, procurar viver os dias com mais impulso, agir com mais vivacidade, voltar a ter aquele espírito curioso, divertido e adolescente de não se importar seriamente com as coisas.
Caso contrário sei que certamente enlouquecerei...

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