sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Enfim, sossego...

Bem, já se perfazem um mês no jotão, a fase de adaptação encerrou-se e tudo parece bem mais fácil agora. Quase dois anos ganhando o tutu bancando a estátua viva em frente de máquinas enferruja os ossos de qualquer um. Mas enfim, as dores nos braços, pernas, costas e até cabelos, não mais castigam. De quebra ainda virei ninja no trampo, mesmo nos momentos mais exasperantes a coisa toda se ajeita e até sobra tempo para ficar mergulhado no oceano de maionese das minhas idéias viajantes.
E o melhor de tudo, a tia enfezada e uma Kobra traiçoeira que por lá rastejava se foram para sempre. Somente yo de braza no pedaço. Tranquilidade total e absoluta. Agora é só chegar, bater o cartão ponto, trampar, trampar e trampar, bater o cartão ponto de novo e pronto. Cabô. Ce fini. The end. Owari!!! Nada de ficar tolerando encheção de saco, tretas, fofocas e etc. Que troço fácil trabalhar no meio dos japas. Eles te ignoram, você os ignora e todo mundo acaba feliz. Prefiro assim. Gosto da maioria dos meus compatriotas, mas sempre tem maçãs podres no cesto que conseguem empestear o ar com seu cheiro acre.
Oh yesss!!! Nada como um dia após o outro, sem nada de importante acontecendo... Um mar de tranquilidade. Até quando vai ser este sossego? Não sei, mas enquanto perdurar, fico aqui curtindo feliz da vida esta solidão operária.

2 comentários:

Bah disse...

Engraçado como todo mundo que trampa em fábrica se sente assim... muito tempo, mesmo serviço e a mente vazia... Nada de novo acontece e qdo acontece é pq alguém faltou, deu taifu, deu jishin, mas na maioria das vezes BEM longe de onde estamos, e ficamos longe do caos, dos acontecimentos e a vida vai passando e a gente desejando por dentro que alguma coisa de interessante realmente aconteça, não querendo chamar coisas negativas, mas só pra sair da rotina de vez em quando.

Como estão as coisas na sua fábrica? A crise tá pegando né?

Kisu!

Carlo disse...

A crise esta pegando feio aqui. Muita gente foi demitida e creio que mais cortes vão acontecer. É uma coisa meio contraditória, mas nunca me senti tão bem aqui, nem sinto a tensão no ar... só trabalho e não penso em mais nada... e a fábrica cada vez mais vazia...