quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Yatta!!!!!! I found a job...

Não sabia se chorava ou ria. Lia os escassos anúncios de emprego em jornais, revistas, ligava e nada... Fonava os amigos, ex-colegas, conhecidos e a situação era a mesma: ou estavam cumprindo aviso prévio, ou prestes a serem cortados, ou temiam por isso num futuro não tão distante, vagas então nem pensar. Aê, como já tinha esgotado os anúncios atuais, já meio desesperançado, catei uma revista velha da Alternativa, edição de fevereiro, quando a situação ainda estava boa. Vasculhei-a de cabo a rabo, liguei, liguei e liguei e também não consegui muita coisa boa, aliás não tinha quase nada... Parecia que de repente tinha aterrisado num campo desmatado ou num inóspido deserto africano, olhava ao redor e não via qualquer coisa que prestasse no meu campo visual. Uma década aqui e nunca, nem nos meus pesadelos mais bizarros, imaginei que as coisas ficassem tão ruins assim. E não tô fazendo drama. O troço tá feio mesmo. Até shain teme fazer parte da degola na fábrica que estou saindo.
Mas eis que já estava prestes a zarpar para Chiba, trabalhar em linhas de trem (serviço bruto, feroiz, pesado, mas que ainda paga razoavelmente bem), quando uma amiga tantousha conseguiu cavar uma vaga pra mim num bentoya em Kobe. Sem horas extras, 7 horas diárias, semana de 6 noites. Apartamento individual próximo da fábrica. O interessante é que já estava procurando um emprego com carga horária semelhante a tempos e nunca lograva encontrar. Pelo menos, nunca nesta combinação interessante. Agora é aproveitar bem o puta tempo que vai sobrar para alguns projetos pessoais, frequentar regularmente uma boa academia de musculação, ler muitos livros, assistir trocentos filmes, episódios de seriados, velejar a toa na net e o mais importante, não precisarei viajar para o brasil e despender da bufunfa tão suadamente economizada para um ano ou mais de vadiagem por lá. Tenho planos para retornar, mas é coisa de uns cinco ou mais anos pela frente, ganhando bem ou mal, mantenho por ora a resolução de ficar por aqui na ilhota, nem que seja para ficar matando o tempo.
Sinto uma enorme pena de quem ainda depende disso aqui para sobreviver ou manter a família. É dureza. Tenho que me dar por muito afortunado pela minha situação ser diferente. Posso ficar um ano ou mais numa colocação de ganho mínimo, bastando que a paga me custeie uma vidinha regrada, modesta e esperar tranquilamente a recessão econômica passar.
Tenho certeza absoluta de que tudo aqui ainda vai se normalizar. Daqui a quanto tempo? Sei lá. Não tenho a menor idéia, ninguém deve saber, mas que vai melhorar, vai, disso tenho absoluta certeza...
Enquanto a tormenta não passa, não desistam do seu sonho. GAMBATTE, dekasseguis!!!

domingo, 23 de novembro de 2008

Cabou...

Simbora daqui. Desta vez não escapei do facão. Bem que tentei me esquivar. Abaixei, pulei de lado, corri, mas de nada adiantou... Enfim deceparam-me o "kubi". :-(
Tô de aviso prévio.

Aqui foi bom enquanto durou, rendeu uns trocados, algumas alegrias, teve algumas aporrinhações é claro, mas se não deu pra ficar, fazer o quê.
A empreiteira foi legal, nada tenho a me queixar com relação a isto, tudo que se pode fazer para manter o nosso trampo foi tentado, até cogitaram montar um sistema de três turnos, mas...
Torço para os colegas que ficam. Dizem que para o ano que vem a situação continua braba por aqui. Aqui e em todo o resto do Japão pelo visto. Leio os raros anúncios de trampos num jornal da comunidade e fico pasmo. Como as possibilidades empregatícias deterioraram-se tanto. E em não mais que num semestre saimos de uma zona confortável de quase pleno emprego para esta situação absurda de cortes em massa e sucateamento de produção. Setores de eletrônicos e automotivos já descartei. Tô procurando colocação em indústria de alimentos, paga menos, mas é o melhor abrigo possível para esta tempestade econômica. E não esta fácil. Já marquei uns "mensetsus" na semana vindoura e se tudo der certo, agarro firme o primeiro porto seguro que encontrar, o negócio agora meus amigos, é sobreviver ao ano que vem, porque pelo andar da carruagem teremos que torcer (e muito) para que 2010 seja um ano mais próspero...
Tomara que esteja só emocionalmente pessimista. Tomara. Boa sorte para aos colegas dekasseguis que continuam na batalha aqui. E para mim também, parece que vou precisar...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Afê... Por aqui, tudo assim muito parecido...



O pior é que os boatos que andam rolando por aqui sempre se confirmam... E haja adrenalina!!!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Holografia na CNN

Lembram desta cena num dos filmes da série Star Wars?



Resolveram copiar.
Achei fodézimo esta tecnologia de holografia que a CNN recém incorporou em suas transmissões.



E fico aqui especulando a respeito das inúmeras possibilidades pornográficas que isto ainda vai render...

domingo, 2 de novembro de 2008

Shakai hoken: "Japão quer negociar acordo previdenciário com o Brasil"

Uma boa notícia para todos aqueles que pagam este imposto lazarento e acreditavam que era dinheiro jogado no lixo. Não é sem tempo. Todo santo mês quase 400 doletas do meu salário morrem nesse buraco negro fiscal chamado shakai hoken.
Agora só nos resta ( ai, ai, ai...) aguardar a boa vontade do governo brasileiro em sentar-se à mesa de negociações e efetivamente fazer algo a respeito. Coisa que infelizmente me desanima um pouco. De qualquer forma é uma luz de esperança.

Da Agência Estado:

O Japão planejar iniciar negociações com o Brasil em 2010 para um acordo previdenciário que isentaria cidadãos das duas nações de pagamento duplo de obrigações previdenciárias durante estadias no outro país, disse neste sábado uma fonte do governo japonês, segundo a agência Kyodo News, citada pela Dow Jones Newswires.

Até o momento, o Japão já assinou pactos semelhantes com sete países, incluindo Estados Unidos e Grã-Bretanha, mas o acordo com o Brasil seria o primeiro do gênero com uma economia emergente.

As negociações podem ser demoradas, no entanto, por conta de diferenças entre os valores previdenciários pagos e entre os sistemas previdenciários dos dois países, segundo fontes.

Japão e Brasil têm laços de longa data, com grandes colônias de origem nipônica no Sudeste e Sul do País e cerca de 320 mil brasileiros, descendentes de japoneses em sua maioria, morando no Japão.