sábado, 31 de janeiro de 2009

Clara

Li este conto do Roberto Bolaños e não consegui deixar de pensar numa amiga. O conto trata da amarga trajetória de vida duma mulher chamada Clara, seus relacionamentos e comportamentos auto-destrutivos. Assim como o narrador da estória que testemunha todos os infortúnios que afligem Clara sem nada poder fazer de concreto para ajudá-la, eu também me encontro numa situação semelhante.
Depressão profunda e outros males psicológicos à parte. Fico perplexo com a incapacidade de reação de algumas pessoas diante das coisas ruins da vida. E nem adianta explicar para elas como tudo poderia ser bem mais fácil, se em vez de ficarem racionalizando eternamente, raciocinassem logicamente sobre as questões que lhe são duramente apresentadas. E então movimentar o leme da vida rumo a um futuro mais feliz. Mas preferem ficar á deriva num oceano bravio de incertezas e questionamentos infinitos. Inexplicavelmente parecem almejar o sofrimento e a dor. O conto do Bolaños é tocante. Muito bom. O destino de minha amiga nem tanto...

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