sábado, 5 de setembro de 2009

Ula!!!

E ai pipou?!?
Fiquei um tempo na estrada caçando emprego por esses dias, era trampar a noite toda e sair para uns mensetsus marcados de dia. Aê nem sobrou tempo para atualizar o muro de lamentações que se tornou este blog. Yeps, as coisas em Kobe-shi continuam naquele "unko" de sempre. Nem tenho mais saco de ficar desperdiçando palavras para comentar a mesmice catastrófica de sempre. Na real, nem estou esquentando tanto a cachola com o que poSSA vir a acontecer. Ainda não desisti. Mas se nada de bom acontecer nos próximos meses, fazer o quê? Retornemos ao tenebroso, cruel e temido bananão. Antes lá num barraco qualquer, do que viver debaixo de uma ponte japonesa. Aliás, sinto que preciso aprender a gostar daquela terra novamente. Afinal, querendo ou não, é a minha pátria, nem tão querida ou acolhedora, mas foi naquele chão que nasci e que me proporcionou uma vida até, digamos, razoável. Pena que os últimos anos por lá tenham sido numa pindaíba desgraceira. Nem estou falando de um aperto ocasional, um determinado período de vacas magras, mas sim de uma falta constante de grana que oprimia, sufocava e sem exagero, chegava a contaminar a alma ao ponto de em certos dias ficar num estado de quase pânico. O mais contraditório de tudo é que não ganhava mal. A questão é que no brasil não conseguia ter a mínima disposição de manter minhas finanças sob controle. Era muita putaria, muito tetrahidrocanabinol na veia, cachaça e certas decisões tolas que sempre acabavam por consumir tudo que ganhava. E ai, dá-lhe da parentada encher-me o saco com recriminações e não a minha carteira com a bunfa que necessitava para torrar com as inutilidades costumeiras… Enfim, estava sem rumo, eira, nem beira por puro descaso com tudo. Shame on me...
Então num certo momento que você se cansa de tudo. Se liga que precisa mudar o curso que sua vida esta tomando, abandona tudo e vem para cá. E quando o objetivo inicial de juntar uns vintões se realiza tão facilmente e você se acostuma com a estafante vida de dekassegui, porém lucrativa e até tranquila (já que estou bem loooonnnngeeee da parentada chata), passa a nem cogitar no retorno á terrinha. Aliá, se não fosse esta crise que ainda esta a foder com tudo na ilhota, já teria deletado da mente tudo que se refere ao bananão e quem sabe até queimaria de vez as naus, como fez aquele general grego, o Agatoclis, naquelE clássico exemplo de ida sem retorno, vencer ou morrer, determinação ao limite extremo e o escambau…
Lamento amargamente não ter pavimentado meu caminho para uma vida mais estável por aqui. Poderia estar numa boa se tivesse aprendido a falar, ler e escrever corretamente o idioma local. E principalmente ter me ajeitado numa profissão de verdade. Oportunidades não faltaram, mas sempre deixei-as de lado, pela grana aparentemente mais cômoda e gorda das fábricas. Não há como culpar alguém ou as contingências atuais por qualquer coisa que seja. O culpado sou eu. E bom, agora também não adianta ficar nesta de autocomiseração, autopiedade e reflexões insones. Ultimamente tenho pensado seriamente no brasil e no desafio que será (sobre)viver por lá novamente. E obviamente, desviar das balas, escapar de assaltos, sequestros relâmpagos, etc e etecetera…
Não considero retomar a profissão anterior, trabalhar com administração de redes e remendar computadores fodidos não me apetece mais. Muito menos abrir um negócio próprio. Talvez parta para o desenvolvimento de softwares. Talvez estude para concursos públicos.
Talvez me adeque ao sistema, ao "way of life" tupiniquim e me torne pastor evangélico ou politico ladrão. Ou ambos. Se conseguir subtrair totalmente o que me resta de honradez, honestidade e vergonha na cara, sei que terei sucesso nestas duas "profissões".
Agora falando sério: quero viver num lugar aonde nunca tenha residido antes. Decididamente o meu barquinho vai se aventurar por mares nunca dantes navegados. Fico um tempão na busca da minha candidata a Pasárgada na internet. Ligo para corretoras de imóveis. Pesquiso em fóruns. Na minha modesta concepção, encontrar o lugar definitivo para morar é um processo muito parecido como o de escolher uma mulher para casar. Precisa de um certo tempo de convivência e namoro para tomar se tomar a decisão acertada. É preciso saber apreciar as virtudes e tolerar os defeitos. Nada é perfeito nesta vida. Sempre falta algo. Cabe a nós optar sabiamente pelo lugar que mais se adeque ao nosso perfil e estilo de vida, para aos poucos tornar a relação num casório estável e feliz.
Deve ser isto. Se bem que nunca casei e muito menos pretendo. Bom. Cansei. Muitas viagens rondam esta minha cabeça um tanto ébria no momento. A sensatez, a lógica e o bom senso estão jogados lá na esquina, pertinho do sunako da mama coreana. Jurei não ficar postando bebum de novo porque sempre sai uns posts peidados desse jeito, por demais chorados, mas fazer o quê… Talvez passe a borracha nisto tudo depois. Meio deprê. Hoje só eu estou a toa. Minha folga mudou. Tudo de bom pro cêis. Fui. Empacotei. ZZZZzzzzzzz…

Um comentário:

DEUS.MEU.GUIA disse...

este post me passou desapercebido...
achei simplesmente otimo,e indiretamente faz qualquer um,que reside na "ilha" ,temporariamente residente(plagiei isso de alguem,definicao perfeita)parar para refletir o que deveria ou NAO ter feito ao longo dos anos.mas como dizem por ai: aguas passadas nao movem o pedalinho,rs...