sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ke movie!!!

Seguindo a recomendação do Emezeto, assisti hoje ao Slummdog Millionarie. Pô, que filmaço. Vallleeeeeeuuuuuu Emezeto!!!! Não sou assim tão cinéfilo, entendo pouca coisa da tal sétima arte, além de tomar um assento confortável e degustar os "movies". Mas esta foi a primeira vez que meu voto de curtição por um título encontrou sintonia com a escolha dos velhinhos da academia de Hollywood. A película realmente mereceu a eleição de "Best". O SM, realmente é uma história interessantíssima, divertida, tocante e bem bolada. Guarda algumas semelhanças com o "Cidade de Deus" por ter como pano de fundo um país-favela igualzinho ao nosso. E retratar a miséria, a violência, os lances espertos para sobreviver no terceiro mundo (cão), a corrupção, a brutalidade policial e vários outros aspectos tão presentes na nossa "salve-se, salve-se puder, verde-amarela pátria desalmada" naquele jeitão brutal e sanguinolento do filme brazuka. A analogia para aê.
Talvez pelo fato do SM ser pura obra de ficção e não ser baseado numa biografia como o Cidade de Deus, seja mais poético, meio açucarado, mais literariamente rico e portanto muito improvável de acontecer na vida real. Aliás, improvável mesmo. Corro o risco de parecer politicamente incorreto ao mencionar isto. Mas tenho conhecimento de causa. Nestes longos anos de Japão travei (por obrigação) bastante contato com favelados nikeis (grande parte da comunidade brasileira aqui), portanto conheço um pouco a mentalidade deste povo. Até pode ser estereotipação da minha parte, mas uma (grande) parcela deles são de fato como o policial que interroga Jamal define: mentirosos, ignorantes, iletrados e espertinhos. Viver num meio ambiente um tanto difícil e cruel parecem ter a propriedade de moldar a personalidade do indivíduo. Alguns necessitam duma espécie de algoritmo diferenciado para sobreviver ao mundo-cão, que por vezes as distanciam dos princípios básicos da ética e da moral. Raciocinando estreitamente desta forma, pessoas de caráter e classudas como o protagonista Jamal, de origem favelal, só podem mesmo ser fruto de uma boa obra de ficção.
Mas em resumo, que filmão!!! Gostei dos trejeitos de Cidade de Deus em alguns momentos, da trajetória dos dois manos, da ideia viajante de relacionar as perguntas aos momentos da biografia de Jamal, do roteiro (embora meio açucarado) e da visão bastante realística da Índia sem romantismo ou panfletagem turística.

Mais do mesmo...

Essa peãozada brazuka na ilhota me diverte. São dotados de uma ignorância pra lá de bizarra. No tópico de hoje, a questão da gratidão. Palavra esta que parece inexistir no limitado verbete desses seres brutos, burros e ignorantes.
A coisa aqui funciona mais ou menos assim.
Ofereça a mão e o sujeito vai tratar de conseguir o braço. Se conseguir o braço, vai almejar o corpo inteiro e se bobear, engole junto as roupas, tenis e o escambau.
Se você for colegão com algum mano numa ocasião qualquer, fique ligado. Esse "mano" irá voltar-lhe as costas quando mais precisar dele.
Se você for legal com alguém, fique esperto com o rancor dos que não pôde/conseguiu/quis ajudar. E pior, esteja preparado para a ingratidão dos que você ajudou.
Você pode até construir um castelo de bondade e ser o rei dos samaritanos. Mas se falhar (deixar de ser o otário bonzinho) uma única vez, um mané qualquer, um desses pequenos seres que habitam as trevas da ignorância dekassegui, irá desmontá-lo inteirinho com um pequeno bafo de seu ressentimento mesquinho.

Tudo parece se encaixar perfeitamente naquela velha piada. O piá vê dois cães na rua se atracando sexualmente. Fica curioso e acaba por perguntar á sua mãe o que significa aquilo. A tia, pega de surpresa, tenta espertamente dar uma enrrolada na criança e diz para ela que os dois cães são "amiguinhos". "O cãozinho da frente esta ajudando o de trás, que esta com as patinhas machucadas", diz candidamente a boa senhora. E o garoto, matreiro como todo brasileiro é, replica filosoficamente:"Bem que ouvi dizer por aê que basta ajudar alguém para levar ferro por trás..."

Gratidão, palavra carregada de sentimentos e significados tão bonitos, esta jogada por aê. Abandonada como um "haikibutsu" qualquer, num desses corredores escuros e sujos dessas fábricas japonesas em cujo interior uns dekasseguis ignorantes vivem a puxar o tapete um dos outros por mero capricho e absurda insensatez...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Holy Ghost

Assistindo este vídeo aê, fiquei com um pé em rever meus conceitos a respeito de religião. Uma coisa que sempre considerei tão inútil. Uma absurda perda de tempo, esforço e dinheiro lamentáveis. Entretanto, gostei desses cultos evangélicos mucho locos. Com este meu salário tão merrecas, drogas recreativas passam beeemm longe do meu cardápio de peão falido. A relação custo/benefício de pagar o dízimo e participar dessas festinhas na igreja, seria mais compensador. Mas teria que ser doidão assim:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ke buk!!!!!!


Pô, acabei de ler "Revolução dos Bichos" do George Orwell. Que livro banaca. Desestressou-me total e plenamente. O autor utiliza-se de metáforas para explicar o comportamento humano. Uma critica duríssima a qualquer tipo de autoritarismo, seja ele familiar, comunitário, empresarial, estatal, capitalista ou comunista. Lê-lo foi uma excelente terapia. O equivalente a ter tragado muitas "maria juanas" da lata. Ri muito. Chorei de rir. Vou rir a semana inteira.
Retrata muita coisa que testemunhamos por aê. Em qualquer sociedade, aonde houver qualquer espécie de agrupamento de pessoas, estamos condenados a viver sob a égide dos que insistem em dominar outrem além da ética e da moral. Porcos são apropriadamente utilizados pelo Orwell para exemplificar o comportamento e as ações porcas dos homens.
Genial a última frase:

As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um
homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco.

HuAhUaHUaHuAHuAhUaHUaHuA!!!!!
Em pdf AQUI.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Baká ou Zen. Sei não...

Alguns dos milhares de defeitos que eu tinha (ou talvez só estejam hibernando nalgum lugar na pequenez do meu ser) : impulsividade, impaciência e temperamento explosivo. Defeitos esses que aliados a uma lábia afiada como uma faca ginsu, me causaram uns problemas fodões no meu passado dekassegui. Levei um montão de kubi, xingos e até troquei porradas com com um mané ae... Amealhei troçentas inimizades. E pior, deixei de ganhar grana e perdi tempo. Senti as dores do inferno. Tive experiências raivosas que internariam qualquer um no sanatório pelo resto da vida. Mas sou forte. Não sucumbi a traumas. Superei-os. Foram tantas frustrações que uma hora aprendi. "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura", tremendamente batido, porém um dos ditados mais verdadeiros que conheço. Mas não consigo entender como mudei tanto. E nem é por causa da tal crise. Hoje levei um esporro daqueles. Por engano. Nem perdi tempo replicando e ainda pedi desculpas pra encerrar logo a prosa ruim. Depois perceberam o erro e me vieram com uns "sumimasens" xoxos. Aceitei. E sorrindo. E continuei a trampar como se nada tivesse acontecido. Aliás por dentro nada aconteceu mesmo. Acho. Nada mais me abala. Parece que estou conseguindo corrigir meus erros passados. Devo estar no caminho perfeito. Estou tão zen que mais um pouco sinto que me tornarei um verdadeiro Buda. O tempo passa e a carapaça endurece. Ou ficamos loucos e acabamos sedados. Nem consigo analisar racionalmente esta questão.
~!@#$%^&* e
~!@#$%^&* e
então: ~!@#$%^&*. E deixa pra lá...
Forço a imaginação e me vejo deitadão, a toa, numa praia de areias branquinhas. Daquelas dignas de cartão postal. De um paraíso perdido por aê... Sombra, água fresca e sossego... Percebo a Xu sorrindo para mim. Até parece que sabe para onde minha mente esta velejando. Vem comigo, digo para ela. Ela ri e me chama de "baká". Deve me achar um pirado. É isso ai. Tudo passa. O que está para acontecer, faço apenas uma vaga ideia. Vou esperar. Agora consigo esperar. Esta vida dekassegui é piração pura. Só pra rir mesmo...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A nova mania

A nova mania das japinhas secundaristas, por incrível que possa parecer, é se amarrar com quarentões/cinquentões gringos. Obesos, carecas ou calvos, pálidos, bochudos e outras qualidades normalmente depreciativas são motivos de tórridas fantasias românticas de 3 em 10 gatinhas japas, segundo pesquisas recentes. Ninguém ainda conseguiu explicar direito o porquê deste fetiche maluco. Nem mesmo elas. Talvez não haja mesmo explicação. Provavelmente deve ser loucura coletiva. E como todos sabemos, loucura não se explica, conforma-se. De qualquer forma são uns tipões assim que estão arrancando suspiros apaixonados das adolescentes nipônicas:


Outra bela figura:




E o tio Carlo fica aqui esperando sentadinho a vez delas se apegarem num tipo velhinho simpático assim:




Aê não vai ter pra ninguém. É só pimba nas japinhas, seu Carlo!!!

Pesquei isto bem aqui, no The Onion, um seríssimo veículo de comunicação americano.