segunda-feira, 30 de março de 2009

Hoje é ...

DIA DE PAGAMENTOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!
:-) :-) :-) :-):-) :-) :-) :-):-)
Vou abrir o holerite!!!! :-)
...
..
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Putezgrilaaaaaaazzzzzzzzzzzzzz!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
=:-0
:-[
:-(
:-(....
:-(::::::::
:-(:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Acho que vou sacar a grana toda, mandar para o brasil e investir em gado.
Gado na forma de carne moída, é claro... :-p
x-(
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(-_-)
Imensa nostalgia dos números grandões de antigamente...
Será que volta?!?!?

sábado, 28 de março de 2009

Love Doll Rental

Sinal dos tempos (e principalmente das vacas magras), o consumidor japonês não esta querendo ou podendo gastar como antes. Entretanto, para o seu alento ainda existe a possibilidade de alugar aqueles objetos que a pouco tempo atrás vorazmente adquiria. Para atender a essa crescente demanda, novas companhias recentemente deram as caras no capengante mercado nipônico. Uma delas é a Cariru que inovou ao alugar itens de luxo, de etiquetas glamurosas como Louis Vuitton, Chanel, Prada, Hermes e Gucci, só para ficar nos nomões. Até ai nada demais.

Fiquei mesmo cabreiro quando descobri num destes fóruns obscuros do 2ch, uma nova empresa alugadeira, a "Richdoll", que fornece umas belezuras como esta:



Apresento-lhes Yui-chan. Cento e cinquenta metros de autêntica beleza nipônica distribuída em 28 Kg de borracha, silicone e outros materiais sintéticos. Um brinquedinho destes pode facilmente passar dos ¥600.000 (U$6.000,00) se adquirida novinha da silva.
Mas para a imensa felicidade de muito marmanjão solitário, pobretão e principalmente taradão, agora existe a opção de locar estas belezuras. A Richdoll pode enviar suas beldades borrachudas para qualquer parte do Japão. Infelizmente por preços não tão módicos ao meu ver:

A referida empresa ainda garante que medidas rigorosas de higiene são tomadas. Todos os orifícios são laboriosamente limpos, desinfetados e checados para que no uso posterior não ocorra o menor risco de haver DST. E se o locador preferir, pode adquirir por uma taxa extra um item denominado "マイホール" (my hole?!?), que um jovem caipira e inocente ponta-porense como eu não consegue nem de longe imaginar para qual finalidade seria.
A empresa garante satisfação plena. O cliente é livre para fazer uso das bonecas do modo como bem lhe convier: tomar banho junto, vesti-la como bem desejar, dançar, xavecar, tirar fotos e etc etera. Desde que mantida a integridade física da "garota", as possibilidades de entretenimento são (Ugh!!!) infinitas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Shigoto Doko?

O Shigoto Doko e o Superando a Crise surgiram com a proposta de ajudar a comunidade na busca pelo sonhado emprego. A maior parte das vagas são do "Hello Work", poucas de empreiteiras. Possuem também artigos interessantes voltados a profissionalização do dekassegui, dicas de aprendizado do nihongo, instruções para redigir currículos, entre outros conhecimentos necessários para sobreviver nestes dias difíceis.

Se você estiver procurando trampo, clique nos endereços abaixo, estes sites podem ajudá-lo:
http://superandoacrise.org/
http://www.shigotodoko.com/

segunda-feira, 23 de março de 2009

Okuribito


É uma tocante estória dum violoncelista que ao perder o emprego em Tóquio, resolve retornar para sua cidade natal. Lá, ao interpretar erradamente um anúncio, acaba por se tornar um coveiro acidental. Que no Japão tem uma conotação um tanto diferente da qual estamos acostumados no Brasil. Aqui (Japão), coveiro tem uma maneira, digamos assim, perfomática na preparação dos mortos. Neste filme sua atuação aparenta ser uma arte extremamente refinada, protagoniza um lento ritual, geralmente assistido pela família e pessoas próximas. A lavagem do cadáver, a troca de vestuário e toda a maquiagem para tornar o defunto o mais apresentável possível é feito duma forma respeitosa, carinhosa, através duma estética um tanto parecida com a cerimônia do chá. Nada se percebe de macabro, mas sim uma bela e encantadora homenagem a um ente querido prestes a partir para a outra dimensão.
O filme tem alguns momentos engraçados. Alguns muito tristes. Um saudável balanço que não o torna deverás trágico, dramático.
E apesar de alimentar uma profunda aversão por qualquer tipo de religião e suas cerimônias inúteis. Não tive como sentir um tremendo respeito pela forma um tanto poética e solene com que o povo japonês vela seus mortos.
"Okuribito" é um filme inesquecível sob variados aspectos, mas gostei principalmente do roteiro, muito bem escrito, inteligível até mesmo para um analfabeto e surdo em nihongo como eu. E uma bela aula a respeito da cultura japonesa, da vida, da morte, de relacionamentos e talvez acima de tudo, do que pode significar a arte no seu âmago. Por tudo isto, nunca consegui apreciar tanto um filme japonês como este. Filmão, sem dúvida nenhuma.


sábado, 21 de março de 2009

A melô do dekassegui frustrado...



Não é o meu estilo, achei meio emo(rróidas), mas a letra tem algo a ver. E ruminando pela milésima vez aquele revigorante ditado chororô,"sou brasileiro, não desisto jamais!!!", continuo sonhando acordado na beira do abismo dessa crise animal, tocando o barco furado até quando der...
Ainda mais agora que chegou este maravilhoso comunicado da prefeitura local:
(clique na imagem para aumentar)

A esmola governamental não é lenda urbana, a grana vai mesmo pingar nos bolsos vazios da dekassegada...

quinta-feira, 19 de março de 2009

O cone e o pastor evangélico

Se a situação aperta, tem brasileiro que literalmente um jeito para sobreviver lá na terrinha saudosa. Pelo menos é o que se deduz lendo este belo post (visite por sua conta e risco) do "Boteco Sujo". Uma cambriolante narrativa sobre um carinha que tentou sem sucesso se virar como pastor evangélico, e como nem os bicos como motoboy e pedreiro rendiam o bastante para alimentar a carne. O jeito foi botar a carne para trabalhar.
E se necessário for, sentar num cone de trânsito até a metade com um sorriso na face...
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Essa definitivamente traumatizou o peão aqui.
Acho que vou levar o trampo enfadonho lá no bentoya mais a sério.
Acho que vou tirar visto permanente.
Acho que vou ver como estão as coisas lá em Guam ou Saipan...
Acho que vou tentar a sorte na loto 6.
Estou pensando até em abraçar uma religião (menos a evangélica que não serve para nada mesmo...) e iniciar uma oração fervorosa pras coisas melhorarem por aqui.

segunda-feira, 16 de março de 2009

O Zé...

Faz um tempão que não falo da "Kitchen Hells". Pois bem, algumas noticias boas e outras nem tanto. Uma muito ruim foi a transferência da Xu. Mandaram a chinesinha pros confins duma linha de montagem de bentos. A mina é nota mil, adorei a companhia dela. Vou sentir saudade daqueles dias em que o trampo chato se transformava numa divertida brincadeira de criança. De quando trocávamos tiros com o borrifador de álcool. De quando estava meio cabreiro, soltava (como de costume) algum gracejo no ar e só de vê-la rir da besteirada, sentia a alma ficar mais leve. De ficar-lhe imitando o sotaque engraçado até a coitada ficar amuada e parar de falar comigo. E ir até ela, falar umas gracinhas e ser perdoado. Pra depois começar de tudo de novo. De ser ajudado. E de ajudar. De trocar sorrisos sem motivo, como se estivéssemos partilhando energias positivas. Puxa vida, trampei com tantas figurinhas aborrecidas, tongas e vazias, pra quando encontrar alguém legal, surrupiarem com ela, assim, num piscar de olhos... Mas não tem nada não, a gente ainda se encontra nos kyukeis da vida e ainda estou devendo-lhe um almoço numa churrascaria em Kobe.
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Trocaram o chefão hitler por outro meio devagar, pero bonzinho. Mais um que se nota claramente que foi promovido pelas forças broxantes do "tempo de casa", não pela justa meritocracia. Por sorte as coisas se fazem "magicamente" aqui, não dependem tanto da intervenção ou competência dum líder nato.
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Entrou um tiozinho brasileiro sossegado e desajeitado no setor. O Zé. Mais um paulistano da periferia. Palmeirense. 17 anos de Japão. Pai de família. Não nihonga muito, mas desta vez ao menos o peão possui português fluente. Certo que tem um sotaque a lá "jagunço", pero inteligível. É esforçado, dedicado e até prestativo. Gente boa o Zé. Tem uma biografia meio frustante. Assim como parte dos dekasseguis, entre idas e vindas, perdeu todas suas economias duramente amealhadas aqui, em negócios que não engataram lá na terrinha. E assim como tantos, houve um momento em que chutou o pau da barraca brasileira, atirou tudo para o alto, decidiu trazer toda a família e na ilhota fixar residência. Afinal, apesar da vida dekassegui tocada a ferro e fogo na labuta diária, a paga lhe garantia sustentar muito bem a família. Morava num apartamento confortável, possuía uma van, sua filha estudava numa escola da comunidade e até sua esposa (brasileira sem descendência) relutante no início, acabou por se adaptar aos costumes tão diferentes deste país. O Japão se tornou um lar confortável e aparentemente seguro. O objetivo de ensacar o máximo de verdinhas e então retornar para a terrinha tinha se transformado numa triste desilusão. O ciclo interminável do vai-e-volta tinha afinal se encerrado. E assim acomodado com a situação o Zé torrava sem dó o excedente financeiro em pequenos luxos e prazeres supérfluos sem qualquer preocupação com o futuro.
O Zé só não contava que a crise fosse ficar tão braba assim. Em fins de setembro do ano passado a patroa perdeu o emprego numa fábrica de eletrônicos e por mais que procurasse, não encontrou outra colocação. Para piorar no mês seguinte, para sua total consternação, o facão afiado da crise mundial encerrou abruptamente sua "carreira" de peão na fábrica aonde serviu religiosamente por mais de seis anos.
O Zé se viu totalmente perdido num mato sem cão, nem gato. Seu castelo desmoronou-se completamente. Por sorte tinha alguma reserva sobrando (vendeu a van e a TV plasma de 50' a preço de banana) com isto pode despachar a família para o brasil (e pra casa da sogra) e aqui esta pelejando alguma coisa. Mesmo assim o Zé não desanima não, vez ou outra, quando comenta algo sobre a crise, emenda no final um antigo provérbio iraquiano lá do seu bairro paulistano: "Nóis inverga mais num quebra, nóis si fodi, mais vai tocano...". E solta aquela gargalhada resignada.
É isso aê seu Zé, GAMBATTE!!!
E vamô tocano, sinão a crise pega nóis di veiz...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Os ¥12.000...

O primeiro-ministro Aso é gente finíssima. Conseguiu aprovar no parlamento uma medida que possibilitará ao erário público doar ¥12.000 a qualquer cidadão residente no arquipélago. É mais uma tentativa de animar nem que seja um tantinho, a cambaleante economia nipônica. Parece que inclusive nós, a ralé, a dekassegada brasileira, teremos direito a embolsar parte da bufunfa. Muitíssimo animado com a notícia, já estou cá tecendo planos maravilhosos para torrar esta dinheirama toda.
Com esta grana, posso concretizar uns sonhos consumistas que vinham me atormentando desde o início desta pindaíba desgraçenta que se abateu o país.
Posso por exemplo, adquirir este belo travesseiro, voltar a ter confortantes cochiladas e sonhar com aqueles velhos tempos do salário de "trezentão" limpos que costumava estufar minha carteira e "kubi" era só mais uma palavra esquisita e esquecida nos confins dum dicionário.


Ou sei lá, talvez este magnifico par de seios infláveis para quem sabe, passar este período de crise brincando de médico ou treinando espanhola...


Aso ou lula, afê. Já nem sei qual é o mais ou menos pior...

sábado, 7 de março de 2009

O dekassegui e a história da vaquinha

Catei esta fabuleta no "Forex Simples". Talvez sirva de inspiração (ou alento) para aquele dekassegui que esta na "sinuca de bico" do desemprego no Japão. Ou para aquele que resolveu abandonar a ilhota de vez e vai retornar ao brasil.

A história da Vaquinha e A crise Econômica Mundial

Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta, com seu Jovem discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre, e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem acabamento, casa de madeira e os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas sujas e rasgadas. Aproximou-se do senhor, que parecia ser o pai daquela família, e perguntou: "Neste lugar não há sinais de pontos de comércio, nem de trabalho. Como vocês sobrevivem"?

Calmamente veio a resposta:

"Meu senhor, temos uma vaquinha que nos da vários litros de leite todos os dias. Uma parte nós vendemos ou trocamos na cidade mais próxima por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte fazemos queijo, coalhada, etc., para o nosso consumo... e assim vamos sobrevivendo".

O Mestre agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho, em tom grave, ordenou ao seu fiel discípulo:

"Pegue a vaquinha, leve-a até o precipício e empurre-a lá para baixo".

Em pânico, o jovem ponderou ao Mestre que a vaquinha era o único meio de sobrevivência daquela família, Percebendo o silêncio do Mestre, sentiu-se obrigado a cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo, vendo-a morrer.

Essa cena ficou marcada na memória do jovem durante alguns anos. Certo dia, ele decidiu largar tudo o que aprendera e voltar ao mesmo lugar para contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Quando se aproximava, avistou um sítio muito bonito todo murado, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver. "Apertou o passo" e ao chegar lá foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre a família que ali morou há alguns anos.

"Continuam morando aqui", respondeu rapidamente o caseiro.

Surpreso, ele entrou correndo na casa e viu que era efetivamente a mesma família que visitara antes com o Mestre. Depois de elogiar o local, dirigiu-se ao senhor que era o dono da vaquinha que havia morrido:

"Como o senhor conseguiu melhorar este sítio e ficar tão bem de vida"?

A resposta veio com entusiasmo:

"Tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante tivemos que aprender a fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos".

E completou feliz:

"Assim, conseguimos conquistar o sucesso que seus olhos vêem agora"!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Best dance ever!!!

O cara que bolou a coreografia desta dança devia ter fumado muito. Muito mesmo... Viajou bem longe na maionese. É tão engraçada quanto genial. Assistir este vídeo esta sendo um santo remédio para aqueles meus corrosivos momentos de profundo mau humor intempestivo.

segunda-feira, 2 de março de 2009

(/*^^)/ハッロ-!!

Para dar um upgrade no meu nihongo chinfrim e capengante, estou me forçando a ler posts em fóruns (2ch), blogs, mixi (o orkut japonês), etecetera... Já imaginava ter uma certa dificuldade em conseguir decifrar os !@#$%^&*!!! dos kanjis, compreender os diversos "bens" daqui e dali, mas não imaginava que os japurungas fossem complicados até com os emoticons, apelidados carinhosamente de "kaomojis" aqui na terra do sol nascente. Vejam só os exemplo abaixo:
Chorando = (ノω=;)。。。ou (ノ△・。) ou [壁]/□\*)・゜゜・.ウワーン!!
Ok = l-_-l_ _l-_-l_ _l ウムウム
Bom dia!!! = お~(●^ω^●)は~(●^ω^●)よ~☆★
Oi = 。:+゜゜+(●´v`☆)゜:+゜(*・∀・)ノ:*・゚☆Ηёισσ☆.。.:*・ e mais uma dezena de variantes .
Até um simples :-) tem que ser confuso, pode ser ァ '`,、'`,、'`,、'`,、(´▽`) '`,、'`,、'`,、'`,、'`,、ou (≧∇≦)ノ彡 バンバン!
E tem kaomojis beeeemmm específicos, "Acabei de dar uma descarregada no banheiro" é assim: ∥wc∥ ヽ(*・ω・)ノ フウッ♪

Por isso é fácil de entender porque tem tanto gaijin que fica décadas aqui e manja necas de pitibiribas de nihongo, até os emoticons tem de ser sinistramente confusos assim...
Ainda bem que existe dicionário para entender este troço doido.

iPhone = 0¥

Finalmente estou me animando a trocar o meu tosco celu pré-pago. E adicionar mais um item da maçãzinha para minha coleção de gadgets. Olha só que promoção legal da Softbank:



E ainda abaixaram o valor do plano mais popular de ¥5.985 para ¥4.410 mensais, um porém é ficar amarrado num contrato de dois anos.
A Apple deve estar querendo limpar o estoque na marra, pois existem fortes rumores dum possível lançamento de um novo modelo do iPhone em junho ou julho...
A oferta dura até final de maio.