segunda-feira, 28 de setembro de 2009

She and Her Cat

Gostei deste curta do Makoto Shinkai, mesmo diretor do "5 Centimeters Per Second". Adorei a arte bastante detalhista dos cenários em contraste com a forma simples como foram desenhados os animais e a personagem humana. São 5 minutos de uma estoria delicada e tocante sobre o relacionamento platônico entre um gatinho de estimação e sua bela proprietária. Simplesmente delicioso de assistir!



Tentando evitar preocupações e vivendo mesmo sem conseguir...

Terminei de ler o "Como Evitar Preocupações E Começar A Viver" do Dale Carnegie e para minha surpresa, até que gostei. Ainda desacredito da maioria dos livros de auto-ajuda, mas este título achei bacana. Até me despertou um pouco mais de amor a vida, fé de que as coisas podem dar certo, por mais que fiquem emperradas no meio caminho. Pensamento positivo, otimismo, crença no progresso e outros sentimentos legais que nos fazem despertar levemente felizes, mesmo que tudo esteja uma bela droga…

Mudando completamente de assunto, os brazukas estão vazando daqui. Depois da limpa no bentoya, alguns estão voltando ao Brasil, alguns arrumaram trampo em outra região. Esta evasão até que não foi tão ruim. Melhorou bastante o ambiente no cortiço aonde moro, faz um par de semana que não escuto mais sons de TV e música brega em volume ensurdecedor, gente berrando ao telefone de madrugada, manos urrando e relinchando alto pelos corredores, lixo jogado de qualquer maneira e até pancadaria. Isto se considerar que brasileiros e latinos não eram nem 1/5 dos residentes no prédio, mas pareciam causar incomodo pela cidade inteira…

Pena que o também foi kubi nessa ultima leva e decidiu retornar ao bananão. Até tinha arrumado trampo para ele também, mas o velhinho sucumbiu ao peso da saudade de viver longe da família e a constante aporrinhação da mulher, que já estava de mala, cuia e filhos, prontinha para se mandar lá para os confins da Paraíba se ele vascilasse muito por estas bandas. No final desta semana estará embarcando de volta para lá.
Acho que voltarei a sentir falta de ter um amigão, aquele tipo de pessoa a quem você sempre pode contar quando se encontra em aperto. Parafraseando um personagem daquele seriado policial "The Wire": aquela pessoa que você chama depois de ter matado alguém e que irá lhe ajudar a dar sumiço no cadáver, sem questionar ou reclamar de nada. ;-)
Pois é, amigos, amigos verdadeiros não são vendidos em lojas e muito se encontram em qualquer esquina. Não mesmo. São verdadeiros milagres que raramente acontecem na nossa breve passagem por esta pedregosa existência terrena.

E não obstante o meu grande ânimo, mês que vem inicio num trampo novinho em folha e vamos tocando a boiada pra frente, enquanto não damos de cara com uma porteira trancada ou um rio entupido de piranhas famintas…

sábado, 19 de setembro de 2009

O Zôo

Meu nome é Cão. Tem dias que me cago todo de tanto balançar a rabeta. Babo, deito e rolo. E como com satisfação a ração que meu Paizinho me concede com carinho. Por amor a ele fico ganindo na madrugada fria até o sol raiar. Paizinho é muito bom. Babo entorpecido com o seu afetuoso tratamento.

Meu nome é Paizinho. Sou japa e também o chefão desta bagaça. Mando e desmando e se alguém me despeitar, peitar ou peidar, vai sem dó, desembocar direto lá na rua da amargura.

Meu nome é Cobra. Sou réptil venenoso e tinhoso. Mordo, estrangulo e pico quem atravessa desprevenido as picadas traiçoeiras que permeiam este bentoya. Dia desses me enganei, mordi a própria cauda e quase morri com o meu veneno. Mas Paizinho gosta de mim e com o remédio que providenciou, renasci e agora estou boazinha.

Meu nome é Samambaia. Não me mexo. Não saio do lugar. Nem sirvo como enfeite. Nem sou bonita. Mas Paizinho não enxerga nada bem e pensa que sou uma rosa sem espinhos. E me trata tão bem. Tão bem que fico a parasitar ao meu bel-prazer, sem ninguém a me perrear.

Meu nome é Jão.
Posso levar um tapão,
que esta tudo bão,
se no prato tiver feijão
e IPC na televisão...

Meu nome é Pombo. Gosto muito de Jesus. Mas não quero morrer pregado na cruz. Por isso gosto também do Paizinho. Minto como o diabo. Treto como o Satanás. Todo dia estou orando. Todo mês estou ofertando. Desta forma, meu cantinho no céu comprarei, no ladinho da mansão do Macedão.

Meu nome é Gúgrou. Penso que tudo sei, mas nada sei. Canto todo dia. E penso que todos me escutam. Mas nem eu mesmo me escuto.

Meu nome é Carlo. Me chutaram fora desta bagaça. As vezes me revolto e passo a comportar como uma mosca na sopa. Mas sou mesmo um conformado. Nada muda. Nada se transforma. Nada melhora. E um tanto estarrecido, sei muito bem que este zoológico me acompanhará, aonde quer que eu vá, até nos quintos do Japão…

domingo, 13 de setembro de 2009

Yeps...

Santa crise, Batman! As últimas semanas passaram-se aos trancos e barrancos. Mal começou o mês de setembro e já tomei um kubizão, felizmente já me arrumei em outro galho, também não muito firme, também não muito carregado de frutas, mas que ao menos manterá este macaco velho a respirar ares nipônicos por mais algum tempo. É outro bentoya, só para não perder o costume. Saíram alguns peruanos de lá e agora só querem brazas. Começo no mês que vem. Vamos ver até quando dura a bagaça. E enquanto o juízo final da economia global não me atinge em cheio, vou lendo o "Como Evitar Preocupações e Começar a Viver" do Dale Carnegie. Não sou muito fã de livros de auto-ajuda, mas este até que ajuda. Ou engana bem. Pelo menos é melhor do que tentar afogar sentimentos ruins na cachaça. Falo por experiência própria. ;-)
Sei que o negocio é relaxar, preocupar-se a toa não resulta em nenhum progresso e coisa tal… Mas na real, já estou sacudo com esta situação caótica que vivemos. Cansado de ficar patinando nesta vida dekassegui. E já resolvi que se a vaca for para o brejo desta vez. Que vá!!! Fique por lá e se refestele a vontade na água barrenta. E eu me vou para uma longa temporada de férias no bananão e só volto em meados de 2.011.
É isso. E para que este post não fique tão deprê e desiludido, deixo para vocês este magnifico soneto do Bocage, que adoro reler quando estou meio dãum:


Soneto da Dama Cagando

Cagando estava a dama mais formosa,
E nunca se viu cu de tanta alvura;
Porém o ver cagar a formosura
Mete nojo à vontade mais gulosa!

Ela a massa expulsou fedentinosa
Com algum custo, porque estava dura;
Uma carta d'amores de alimpadura
Serviu àquela parte malcheirosa:

Ora mandem à moça mais bonita
Um escrito d'amor que lisonjeiro
Afetos move, corações incita:

Para o ir ver servir de reposteiro
À porta, onde o fedor, e a trampa habita,
Do sombrio palácio do alcatreiro!


Fodão este Bocage, não? Sou fanzoca desse cara…

domingo, 6 de setembro de 2009

Unk-Unko-Unko!!!

WTF!!!!



Alguém por favor pode me explicar isto?!?

sábado, 5 de setembro de 2009

Ula!!!

E ai pipou?!?
Fiquei um tempo na estrada caçando emprego por esses dias, era trampar a noite toda e sair para uns mensetsus marcados de dia. Aê nem sobrou tempo para atualizar o muro de lamentações que se tornou este blog. Yeps, as coisas em Kobe-shi continuam naquele "unko" de sempre. Nem tenho mais saco de ficar desperdiçando palavras para comentar a mesmice catastrófica de sempre. Na real, nem estou esquentando tanto a cachola com o que poSSA vir a acontecer. Ainda não desisti. Mas se nada de bom acontecer nos próximos meses, fazer o quê? Retornemos ao tenebroso, cruel e temido bananão. Antes lá num barraco qualquer, do que viver debaixo de uma ponte japonesa. Aliás, sinto que preciso aprender a gostar daquela terra novamente. Afinal, querendo ou não, é a minha pátria, nem tão querida ou acolhedora, mas foi naquele chão que nasci e que me proporcionou uma vida até, digamos, razoável. Pena que os últimos anos por lá tenham sido numa pindaíba desgraceira. Nem estou falando de um aperto ocasional, um determinado período de vacas magras, mas sim de uma falta constante de grana que oprimia, sufocava e sem exagero, chegava a contaminar a alma ao ponto de em certos dias ficar num estado de quase pânico. O mais contraditório de tudo é que não ganhava mal. A questão é que no brasil não conseguia ter a mínima disposição de manter minhas finanças sob controle. Era muita putaria, muito tetrahidrocanabinol na veia, cachaça e certas decisões tolas que sempre acabavam por consumir tudo que ganhava. E ai, dá-lhe da parentada encher-me o saco com recriminações e não a minha carteira com a bunfa que necessitava para torrar com as inutilidades costumeiras… Enfim, estava sem rumo, eira, nem beira por puro descaso com tudo. Shame on me...
Então num certo momento que você se cansa de tudo. Se liga que precisa mudar o curso que sua vida esta tomando, abandona tudo e vem para cá. E quando o objetivo inicial de juntar uns vintões se realiza tão facilmente e você se acostuma com a estafante vida de dekassegui, porém lucrativa e até tranquila (já que estou bem loooonnnngeeee da parentada chata), passa a nem cogitar no retorno á terrinha. Aliá, se não fosse esta crise que ainda esta a foder com tudo na ilhota, já teria deletado da mente tudo que se refere ao bananão e quem sabe até queimaria de vez as naus, como fez aquele general grego, o Agatoclis, naquelE clássico exemplo de ida sem retorno, vencer ou morrer, determinação ao limite extremo e o escambau…
Lamento amargamente não ter pavimentado meu caminho para uma vida mais estável por aqui. Poderia estar numa boa se tivesse aprendido a falar, ler e escrever corretamente o idioma local. E principalmente ter me ajeitado numa profissão de verdade. Oportunidades não faltaram, mas sempre deixei-as de lado, pela grana aparentemente mais cômoda e gorda das fábricas. Não há como culpar alguém ou as contingências atuais por qualquer coisa que seja. O culpado sou eu. E bom, agora também não adianta ficar nesta de autocomiseração, autopiedade e reflexões insones. Ultimamente tenho pensado seriamente no brasil e no desafio que será (sobre)viver por lá novamente. E obviamente, desviar das balas, escapar de assaltos, sequestros relâmpagos, etc e etecetera…
Não considero retomar a profissão anterior, trabalhar com administração de redes e remendar computadores fodidos não me apetece mais. Muito menos abrir um negócio próprio. Talvez parta para o desenvolvimento de softwares. Talvez estude para concursos públicos.
Talvez me adeque ao sistema, ao "way of life" tupiniquim e me torne pastor evangélico ou politico ladrão. Ou ambos. Se conseguir subtrair totalmente o que me resta de honradez, honestidade e vergonha na cara, sei que terei sucesso nestas duas "profissões".
Agora falando sério: quero viver num lugar aonde nunca tenha residido antes. Decididamente o meu barquinho vai se aventurar por mares nunca dantes navegados. Fico um tempão na busca da minha candidata a Pasárgada na internet. Ligo para corretoras de imóveis. Pesquiso em fóruns. Na minha modesta concepção, encontrar o lugar definitivo para morar é um processo muito parecido como o de escolher uma mulher para casar. Precisa de um certo tempo de convivência e namoro para tomar se tomar a decisão acertada. É preciso saber apreciar as virtudes e tolerar os defeitos. Nada é perfeito nesta vida. Sempre falta algo. Cabe a nós optar sabiamente pelo lugar que mais se adeque ao nosso perfil e estilo de vida, para aos poucos tornar a relação num casório estável e feliz.
Deve ser isto. Se bem que nunca casei e muito menos pretendo. Bom. Cansei. Muitas viagens rondam esta minha cabeça um tanto ébria no momento. A sensatez, a lógica e o bom senso estão jogados lá na esquina, pertinho do sunako da mama coreana. Jurei não ficar postando bebum de novo porque sempre sai uns posts peidados desse jeito, por demais chorados, mas fazer o quê… Talvez passe a borracha nisto tudo depois. Meio deprê. Hoje só eu estou a toa. Minha folga mudou. Tudo de bom pro cêis. Fui. Empacotei. ZZZZzzzzzzz…