domingo, 10 de janeiro de 2010

12 dias...

É isso. Faltam 12 dias. E conforme a viagem para o país-da-piada-pronta se aproxima, vamos ajeitando aos poucos as coisas por aqui. É aquela rotina básica de comprar aqueles gadgets que não tem por lá, encomendas dos amigos, arrumar a documentação, acertar as coisas com o fisco, reentry, desligar telefone, internet, jogar ou doar o que não vou poder levar, etecetera e etecetera. Tudo para não haver atropelo na última hora.
Não sei se é o desânimo pelo retorno iminente, mas sinto que estou meio avoado ultimamente. Faço as coisas mecanicamente, sem vontade, sem ritmo e animo. Pior é que estou com uma certa impressão que estou enlouquecendo. Noutro dia fiquei vários minutos tentando espantar um mosquito da tela do computador, com a SETA do mouse. Pode uma coisa dessas??? E mais, como pode existir mosquito neste inverno congelante? Alucinação pré-retorno ao bananão? Juro que não estou bebendo (muito) ultimamente, acho que deve ser ansiedade, trauma, síndrome do retorno, sei lá, talvez Freud explicasse se estivesse aqui.
Por isso calma Carlinho, calma, muita calma, não estamos embarcando para o Iraque, não. Tenta ficar sussa por um instante, tente pensar positivo, tente...

6 comentários:

andreia inoue disse...

esse nervosismo a gente sempre sente,eu senti quando tive que ir para sampa,quando tive que vim morar aqui,nossa,nao te conto o quanto foi dificil me preparar psicologicamente,e so de vc escrever q falta pouco para vc voltar,eu fico aqui ansiosa,ja imaginando quando for a minha vez,
pinta angustia pelo que se vai encontra la, ne?mais pior que aqui,acho q nao ta!
entao, mantem a calma e larga a manguaça,hahah...abracao e caso vc fique sem net esses dias,te desejo otima viagem,depois te passo a listinha!
:D
brincadeiraaaaaa.

Xaum disse...

Putz... Cara, eu sei bem o que é isso ae.
Da um desanimo mesmo bro. Antes de eu retornar p/ cá, estava morando na casa do batera de uma banda que eu fazia parte ae. Ele estava sem trampo, então nós passavamos o dia refletindo sobre a situação em forma de arranjos, e por incrível que pareça, as jams estavam boas.
Infelizmente a realida é dura e a hora de embarcar se aproximava, toda vez que eu decidia ajeitar as coisas p/ embarcar, ficava meio aéreo tbém, passava horas com o violão nos braços e nada de fazer o que tinha de fazer. Meus familiares dizem que eu tenho a síndrome do retorno, pois só saio de casa p/ ir a facul, o resto do tempo fico em frente ao computador, lendo, lendo, assistindo filmes, etc...
Qdo eu saio p/ fazer algo e vejo como a vida é por aqui até esqueço o tempo, mais basta retornar p/ casa e ficar aéreo novamente.
Eu não levo uma vida ruim por aqui não, mais não é o que eu queria p/ mim ! O Japão é extremamente viciante, em quase todos os aspectos.

Espero que vc consiga ter uma readaptação fácil e não sofra com a vida que levará aqui.

Nicolas disse...

"Pior é que estou com uma certa impressão que estou enlouquecendo. Noutro dia fiquei vários minutos tentando espantar um mosquito da tela do computador, com a SETA do mouse. Pode uma coisa dessas???"

Perdoe-me sua desgraça, mas me estorei de rir com o mosquito... Que situação hilária da porra!!!

Essa foi clássica, Carlo!

Nicolas disse...

Pergunta: o Japão é viciante em que aspectos?

Carlo disse...

Em vários aspectos. Segurança, tranquilidade, salário (era) bom, ambiente limpo e agradável, educação das pessoas, facilidade na aquisição de bens, serviço público eficiente, pontualidade, enfim, as coisas funcionam aqui. Não tem como comparar. É como se o Japão fosse outro planeta. Até aos europeus se espantam com a segurança neste país. Japão é um país fora de série.

Nicolas disse...

Uhm. Não tem nem como eu comparar o que eu não conheço pessoalmente.

Realmente, nesses aspectos o Japão funciona, ao contrário do Brasil, ao menos até agora.

No entanto, creio que para quem nasceu em outro país, e tem toda a base cultural e de relacionamentos nesse país, que talvez seja virtualmente impossível a inclusão ideal dessa pessoa na nova cultura, sendo eternamente um imigrante como o escritor Albert Camus.