quinta-feira, 11 de março de 2010

I am sorry!

Uma dessas coisas que aprendi vivendo foi a fodeza que é ter de pedir desculpas. É preciso enterrar o orgulho sob cascalhos. É admitir que tu és um vacilão. Que esta bem longe de ser perfeito. Que comete deslizes. Que pô, tu es humano, e não existe nada mais humano que errar.

Confesso que tenho uma baita dificuldade de admitir isso e chamar para mim a responsa quando dou uma mancada. Quando é cagada pequena dou uma disfarçadinha e sussuro uma desculpa, em voz baixinha, envergonhada e dou por resolvida a questão. Outras vezes, quando a barbeiragem é coisa imensa, fico ali como um japa, ridiculamente repetindo "gomen-nasais" infinitos como um disco engasgado naquelas vitrolas antigonas, na esperança de que isto emende o rasgado magicamente.
E sigo meu caminho…
Se a pessoa atingida não entender aquilo como um arrependimento verdadeiro e não tem humanidade para atender a um pedido sincero de perdão, o que posso fazer? Cortar um dedo fora? Suplicar perdão ajoelhado sob tampinhas de refri? Harakiri? Supliciar-me? Nah… Tô fora! Minhas atitudes de redenção tem limites racionais.

Admito que um tempo atrás, fazia pouco caso de minhas faltas, não me desculpava e procurava rapidamente esquecer do assunto em questão. A merda é que até aquelas pisadinhas de bola microscópicas as vezes me atormentavam o espírito e ficava naquela de ficar roendo o osso da consciência como um cão faminto tentando saciar a fome.

Ainda bem que a gente cresce, evolui, amadurece, sei lá… E aprende tanto a pedir desculpas, como a relevar e ser tolerante com certos tropeços alheios.
Mas é dureza...

Um comentário:

Leh disse...

Carlo, na minha opinião pedir desculpas não justifica o erro, mas reconhecer que errou é um ato de nobreza.

Portanto, pedir desculpas reconhecendo o erro com humildade merece todo perdão.

Afinal como dizia Martin Luther King:
"O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício"

Concorda?