domingo, 6 de junho de 2010

Mary & Max

Antes de mais nada vou responder a alguns amigos sobre a minha situação aqui no bananão.
Continuo na mesma: sem rumo, sem emprego, sem férias em praias paradisíacas e sem a gostosa da Daniele Suzuki massageando os meus pés calejados. Mas tamô tentando. Continuo meio que levando nas coxas o meu curso de masso, meio que pensando no Japão. As ideias vem e vão como vagalumes numa noite escura. Noutro dia resolvi do nada juntar tudo e sumir para uma vila no Equador. Mas acabei desistindo. Tamos aqui ainda. É isso. A peteca não caiu, mas não garanto nada se consigo mantê-la no ar. De qualquer forma tô tentando galera, tentando e tentando. Para um ex-deka malemá remediado, a esperança é a penúltima que morre. Depois ainda resta o Japão. Então nada de esquentar severamente a cachola. Arrê! A grande verdade é que nem sempre conseguimos realizar os nossos objetivos. O que fazer então? Rir, oras! rá rá rá!
Pelo menos tenho um grande alento. Estou longe. Bem longe da parentada. Que numa definição bem precisa, são um bando de merdas, com exceção da minha avó materna que é um doce de pessoa. E da minha mãe, que foi uma das pessoas mais dignas e honestas que conheci enquanto viva.
Yes!!!! Este distanciamento pelo menos me anima a buscar uma portinha para a felicidade nesta zona de país.




Bem. Voltemos ao que me interessava escrever neste post. É sobre uma animação toda feita com massinhas, utilizando a técnica de stop-motion, bastante incomum nesses dias em que os recursos 3D estão tão em voga. Não se engane pelas aparências, não é uma produção voltada para o público infantil. Pois o roteiro é bastante denso, pesado e incomoda em certos momentos, causando aquela sensação típica de um nó-na-garganta ou soco-no-estômago!
Mas vamos á estorinha:
Max é um judeu quarentão, obeso, uma espécie de eremita urbano. Além de ser aspergiano, o que significa que ele é praticamente um autista com enormes dificuldades em relacionar com o mundo e as pessoas que o rodeiam. E seu drama pessoal é agravado porque ele mora numa Nova Iorque imunda, caótica e cinzenta.
Na outra ponta temos Mary, uma garotinha australiana, gordinha e desajeitada. Filha única, não tem sequer um amigo, tendo como mãe uma alcoólatra cleptomaníaca e um pai ausente. Para complicar sua vida, tem vários problemas de relacionamento com seus coleguinhas na escola, com a professora, que a rejeitam pelo seu aspecto físico e personalidade apagada.
Um dia, contrariando todas as probabilidades, e motivada por uma dúvida infantil: "De onde vêm os bebês na América", Mary decide enviar uma carta a um endereço retirado ao acaso de uma lista de endereços.
E de repente esses seres tão solitários, diferentes e distantes, Mary e Max, se conectam através de uma correspondência de cartas que mudam para sempre a vida de ambos, iniciando uma bela estória de amizade com seus alto e baixos, por duas longas décadas.
Gostei dos personagens, realmente derretem em lágrimas os sentimentos de qualquer um. A forma irônica e até hilariante como são abordados temas como diferença religiosa, sexual, física, alcoolismo, me fizeram dar boas gargalhadas. Além de aprender algumas coisas sobre os sintomas de asperger, descobri algo deveras interessante: sabiam que as tartarugas respiram pelo ânus?

Mas acima de tudo, foi o melhor filme que já assisti sobre amizade verdadeira. Aquele sentimento leal, desinteressado e sincero entre duas pessoas. Aquela comunhão perfeita de almas, que transcende espaço, tempo, imperfeições e no mundo de hoje (não me iludo) só pode mesmo existir numa bela ficção como esta.


Gostei desta frase que aparece bem no final:

“Deus nos dá familiares. Ainda bem que podemos escolher nossos amigos”

É bem por aí mesmo...

3 comentários:

andreia inoue disse...

brevemente voltarei a minha vida no bananao,o friozinho na barriga nao passa toda vez que penso em voltar.
:D
e irei assistir essa animacao,achei bem interessante a sinopse.
beijaoo.

Patricia disse...

Que legal. Me interessei pela animação =)

Hana disse...

Adorei fazer parte do seu mundo, que é o mesmo do meu, por isso aki te sigo aki te leio e volto.
com carinho
Hana