domingo, 31 de janeiro de 2010

Antonio Seiji: Um Ex-dekassegui Vencedor

Tai um exemplo bacana de um ex-dekassegui que conseguiu vencer no Brasil, apesar de tudo...





O empresário Antonio Seiji olha as fotos do Japão com nostalgia. Foram três anos difíceis, mas muito rentáveis. Trabalhando como metalúrgico e operário, ele conseguiu juntar R$ 200 mil. “Eu trabalhei muito, na realidade das 7h às 19h. Trabalhava 12 horas por dia, mas foi compensador”, lembra.

Todo o dinheiro foi investido no Brasil, na instalação de uma indústria, que fabrica máquinas para embalar vários produtos. O trabalho dos 31 funcionários começa no corte da matéria prima.

É na serralheria que as peças tomam formato. Há um mês, o torno e fresa ganharam uma ajuda importante. A indústria comprou um centro de usinagem - uma máquina que trabalha toda a peça sozinha, sem contato manual. O metal entra bruto, e já sai com os furos e recortes.


Matéria completa, AQUI.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Uebas!!!

Opa! Dá uma vontade (masoquista) desgramada de escrever um diário de bordo deste meu reencontro a este maravilhoso, belo e tropical país of ours, mas foram tantas escorregadelas em cascas de bananas pelas ruelas desta San Pablo city que os posts se tornariam longos e imprecantes relatos carregados de palavras de baixo calão e muito chororô de saudades daquela ilha bacana, terra do picatchu e do Doraemon. Resolvi limar fora muita coisa neste texto. Tinha muita imundície verbal, até mesmo para um blog mau escrito, pérfido e medíocre como este. Um verdadeiro cocozinho flutuando perdido no meio de um vasto oceano chamado WWW.
E poderia ofender aqueles que vestem a sacrossanta camiseta verde-amarela da brasilidad, que amam este paraguay grandão apesar de tudo. Gosto não se discute. Amor menos ainda. E francamente, não entendo muito de gosto, muito menos de amor para ficar atirando pedras naqueles que gostam e amam. Além do que ficar espalhando negatividade, pessimismo, e críticas talvez "sem" tanto fundamento seja coisa de gente frustrada e triste.
Mas caracos. O fato é que todo dia saio da pensão da D. Marina com aquele animo colossal, sorrisão na face, uma baita energia de fazer algo acontecer, mas logo dou de cara com longas filas, atendentes e funcionários que não sabem aquilo que deveriam saber, atrasos, enganos, desinformação, incerteza, incompetência, preguiça, má-vontade, malcriação; e para completar o belo cenário: lluvia, mucha lluvia… Parece que a única cousa certa em San Pablo é a chuva. Todo dia desaba um toró daqueles. Acho que se enganaram e trocaram o nome desta ciudad. Alguém tem que avisar aos paulistanos que esta ciudad se chama San Pedro na verdad. San Pedro, la futura Atlântida de la américa latina, la ciudad dadonde los cabalos não correm deitados, e los burros tienem que ser lijeros para não se abogarem nas águas cor de toddy que vienem rapiditas e mortales como uno tsunami destruidor por estas calles sinuosas.

Mas eita nóis. Uma semana como bananeiro e tudo bien. Pero no mucho. As vezes tenho a sensação de ter acabado de cair fora de um carrossel a mil por hora. Tudo ainda esta girando alucinadamente ao redor. A cabeça dói a ponto de ficar zonzo. As cousas todas parecem entrar em colapso a qualquer momento. Pra piorar ainda acordo toda madrugada achando que estou atrasado para o trampo no bentoya. Uia!!!
E como este mundo é pequeno para o dekassegui. Perambulando por aê sem quaisquer pretensões, já esbarrei com uma porção dessas pobres almas depenadas.
Um deles, o F., esta vendendo assinaturas da Globo Net num shopping aqui pertinho. Chegou em dezembro ultimo com o help do governo japonês e se instalou com a família nos fundos da casa dos pais. Dá graças aos céus por ter arrumado trampo tão rápido. A esposa esta se virando como doméstica. Com três filhos não dá mesmo para facilitar. Só reclama disfarçadamente da velocidade da internet bananeira (principalmente da qual ele vende a assinatura), lenta como uma tartaruga morta, comparada com a hiper-super-veloz hikari nipônica.

Fui numa escola que fornece cursos de programação e cabei encontrando outro, o J., 45 anos, quer aprender C#, certificar-se e tal, e fazendo assim alimenta esperanças de entrar no mercado de trabalho como programador. Dios mio, se ele soubesse como funciona o tal do mercado informático. Se perguntasse ao Magalhães no florescer de seus 28 aninhos, que inclusive é formado em SC; e que neste mês completa dois anos de pensão da Dona Marina e vive apertado para pagar as contas todo mês. Mas quem sabe da fortuna de cada um? Torço por ele. De qualquer maneira já desacorçoei da ideia.

O K. diz que juntou uma grana boa. Alugou uma banquinha de jornais e revistas há umas quadras da pensão da D. Marina, comprou uma casinha no Capão Redondo e diz ai que esta feliz e realizado, após mais de uma década gloriosa labutando como deka, coroada com um retorno bancado pela grana do governo japo, prá variar…

O mais legal de todos foi o Shin-Chan. Gente boa. Torrou toda a grana labutada na vida loka por lá (Japão) mesmo. Depois de meses desempregado, adivinhem. Também tascou a mãozona esperta nos trezentões e aqui esta. Com uma mão da família esta reconstruindo a vida. Com a outra esta fazendo bicos ocasionais. Conheci ele na primeira aula de um curso que estou fazendo para matar o tempo e o cabra, caipira como eu, só que lá de Mirandópolis, e muito esperto, já foi me passando as dicas de como dar um jeito para acelerar as coisas por aqui. É muita informação. Pretendo dar uma ajeitada nelas e mais tarde juntar tudo num post só. Vai que acabe tendo utilidade para outro maior abandonado como yo.

É isso. Se virem um caboclo perambulando perdido pelas ruas de San Pedro, empunhando trêmulo um guarda-lluvia meio desmontado, olhando assustado para os lados, para as diagonais, para cima, e para baixo; soy yo, el Carlo, el trépido dekassegui recém retornante, mas que já quer retornar rapidinho para perto do calor aconchegante do sol nascente. Que saudades meu Deus!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Xiguemôôôô!!!

Oba! Oba! Chegamos ao bananão. The country of the joke alredy made. Saudosa terrinha aonde 51 é uma boa ideia. 38 causa terror. 24 é suspeito. 13 é, ops! Um número mucho, mucho lazarento. E o ZERO será o meu ponto de partida.
Ufa!!! Que viagem longa. Que podridão. Que jetleg desgraçado. Ainda tô meio aéreo. Mas de resto tudo de boa. A Dona Bah foi me apanhar no Cumbicão. Gente fina. Paulistana da gema pura, daquelas que amam San Pablo de coração, peito aberto, com muito orgulho sim senhor! Pessoa engraçadíssima. Sempre disposta a ajudar. Até mesmo um blogueiro obscuro, doidão e autor de textos zuados que ela nunca conheceu na vida real. Brigadão pela assistência dona Bah.

Eba. Salvo alguns arranhões, meu velho iMac companheiro de guerra chegou beleza, funcionando serelepe como sempre. Alivio!!!
E já estamos instalados na pensão da prestativa Dona Marina, que conheci via web. Num quartinho ainda menor que a da minha ex-caverna em Kobe-shi, mas tudo bem. Que lugar sussa. Não se escuta coisa alguma durante a madrugada. Nadinha. Nem estampidos de tiros. Berros. Gritos desesperados por socorro. Ou zona de baderneiros. Paz total. Parece até que estou isolado numa ilha. Acordo com passarinhos cantando. Como Adão no jardim do Édem. Infelizmente sem a Eva. Felizmente sem nenhuma serpente do mal por perto.

É isso. Aos poucos vamos se ajeitando. Tentando se arrumar no pedaço. Mesmo com um currículo totalmente defasado debaixo do cangote, sem grandes perspectivas a vista, sem rumo, nem direção definida. Pois é... O jeito é tentar abraçar a positividade. Crer que a vida seja uma caixinha de surpresas. Como no futebol. Tudo pode acontecer. Até coisas boas as vezes. Vai que surge algo fenomenal e muito legal pela frente. Quem sabe não ganho na Mega Sena? Não tenho algum talento escondido que ainda não deu as caras e me tornará famoso e milionário? Ou acabo descortinando alguma boa possibilidade que passou despercebida nas outras vezes que retornei?
Pelo menos desta vez tenho tempo, cash e certa tranquilidade.
Agora é perseguir o dream da estabilidade...

Sem internet em casa no momento. Mais tarde rabiscarei coments no blogs de vocês.
Montão de coisas pra fazer hoje. Fui... Mas Vorto!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Cabou!!!

E lá vamos nós em busca de novos horizontes...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Tomorrow is the last day...

Só mais um dia de trampo e finda-se minha carreira de peão terceirizado lá no bentoya. Apesar do serviço meia-buxa (perdi uns 5kg não sei aonde naquela desgraça), acho que sentirei falta dos meus colegas japos. São todos camaradas, solidários e boníssimos no geral. Até mesmo do chefinho deve pintar alguma nostalgia. Apesar da mania chatíssima de ficar repetindo várias vezes coisas que ele sabia muito bem que eu era competente, mas insistia em falar e falar, aparentemente para torrar o meu saco. Até que passei a fazer uso de uma técnica defensiva: quando tinha que perguntar algo para ele, repetia a questão pelo menos umas três vezes. Ou até achar que estava irritando-o. Funcionou. Parou com a mania chata dele. E eu parei com a minha chatice também. Pena que não vou desfrutar muito desta trégua. Amanhã é o meu ultimo dia de batente por lá…


URRAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Como estão os trampos no Japão? A resposta:

Bem. Tô cansado de responder esta pergunta trocentas vezes feita pelo pessoal no brasil, ansiosos por retornar para cá.
Para facilitar escaneei esta matéria da revista Alternativa, de autoria da repórter Marly Higashi: "De Volta ao Trabalho".
O texto até tenta dar um tom mais suave a nossa situação empregatícia no arquipélago, mas ainda assim, como podem verificar na reportagem as coisas continuam nada fáceis por aqui. Mesmo depois de mais de ano de crise.

E ainda existem rumores a respeito de mudanças não muito agradáveis na legislação trabalhista no decorrer dos próximos meses. Que inclusive podem restringir o sistema de ukeoi em fábricas, o que estava garantindo certo gás a algumas empreiteiras e empregos para nós.
Aonde estou empregado a partir do mês que vem todos os funcionários de empreiteiras (existem 4 nesta fábrica) passarão a ser contratados no sistema part-time. Vai haver redução no valor do salário-hora, moradia será por conta do próprio funcionário, desconto integral de todas as obrigações trabalhistas, ou seja, vamos precisar de microscópio para enxergar os números no holerite daqui em diante. Espero que não, mas acredito que esta seja a tendência em um futuro não tão distante em todo o país. Por isso, diante de toda esta incerteza, nem perdi tempo procurando serviço noutras bandas, preferi dar um tempo no bananão. Infelizmente é isso.
God save us!

domingo, 10 de janeiro de 2010

12 dias...

É isso. Faltam 12 dias. E conforme a viagem para o país-da-piada-pronta se aproxima, vamos ajeitando aos poucos as coisas por aqui. É aquela rotina básica de comprar aqueles gadgets que não tem por lá, encomendas dos amigos, arrumar a documentação, acertar as coisas com o fisco, reentry, desligar telefone, internet, jogar ou doar o que não vou poder levar, etecetera e etecetera. Tudo para não haver atropelo na última hora.
Não sei se é o desânimo pelo retorno iminente, mas sinto que estou meio avoado ultimamente. Faço as coisas mecanicamente, sem vontade, sem ritmo e animo. Pior é que estou com uma certa impressão que estou enlouquecendo. Noutro dia fiquei vários minutos tentando espantar um mosquito da tela do computador, com a SETA do mouse. Pode uma coisa dessas??? E mais, como pode existir mosquito neste inverno congelante? Alucinação pré-retorno ao bananão? Juro que não estou bebendo (muito) ultimamente, acho que deve ser ansiedade, trauma, síndrome do retorno, sei lá, talvez Freud explicasse se estivesse aqui.
Por isso calma Carlinho, calma, muita calma, não estamos embarcando para o Iraque, não. Tenta ficar sussa por um instante, tente pensar positivo, tente...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Pequenas cousas do Japão

Um dos blogueiros mais dedicados em divulgar notícias a respeito da comunidade dekassegui que acompanho é o do Pequenas Cousas do Japão. O cara mantém um blog super antenado nas cousas brasileiras no arquipélago, principalmente em Hamamatsu, palco central de muitos dos nossos diletos compatriotas "artistas". Até briga com "sindicalista" de atitudes (e preferências) suspeitas ele já comprou. :-) Tudo por publicar a verdade sem hipocrisia ou falsas-verdades como certas mídias locais.
E caramba, o autor (desconheço o nome) parece ter um conhecimento enciclopédico a respeito do movimento dekassegui, sabe tudo, desde o comecinho da revoada tupiniquim para essas bandas. Por isso, se quiserem saber a fundo o que realmente acontece na nossa cãomunidade, se liguem no "Pequenas Cousas do Japão". Eu recomendo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Saco de dormir para sonâmbulos...

Ou teria sido inspirado pela atual crise econômica no Japão?



Custava fazer os braços também?