domingo, 28 de fevereiro de 2010

Cãopanheiro

Mais um vileiro é chacinado numa periferia miserável de Curitiba. Cadê os parentes? Os amigos? Algum conhecido? Só "humanos" assistindo a carniceira com a aquela habitual curiosidade mórbida?
Bem. Ao menos um cãozinho teve o respeito de velar a vitima dignamente.



sábado, 27 de fevereiro de 2010

Post insone...

Não existe palavra melhor do que "insanidade" para definir a quantidade de horas, MUCHAS HORAS MIESMO que perdi em filas de bancos e serviços públicos variados para regularizar minha situação neste país maravilhoso e tropical, andando de um canto ao outro nesta calorenta San Pablo, derretendo como sorvete de banana ás margens plácidas do Tietê. Claro que em pleno século XXI a gente fica imaginando porque diabos muitas guias, documentações, papéis, não poderiam ser escaneados, enviados e recebidos via internet, mas…

Somos bananeiros, gostamos de dificuldade, gostamos de aglomeração, gostamos de filas e principalmente gostamos de perder tempo a toa. Desburocratizar processos banais faria com que boa parte do nosso estilo de vida decaísse para aquela monotonia nipônica de ficar sobrando muito tempo para trabalhar, estudar, produzir, enfim…


As cousas até que estão correndo nos trilhos. Imaginava que viver em Sampa fosse algo muito semelhante a folhear as páginas de uma densa enciclopédia da criminalidade. Aquela coisa de tensão insuportável, faveladinhos apavorando no pedaço, balas perdidas, assaltos, etc. Mas não. Tranquilo. Nenhum incidente. Tá bão até. Estaria supimpa se a bomba de água do vizinho não ficasse rangendo tão alto a ponto de me despertar e vir aqui neste computador escrever este post ranzinza ás 2:44 da madrugada. Mas tudo bem. Faz parte. É bom ir me acostumando com certos detalhes infames.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A dura vida do meu broda curitibano

Apesar de ficar nessa de malhar o Orkut sempre que tenho oportunidade, foi através desta rede de banalidades toscas que acabei revendo um amigo das antigas, de muito tempo atrás, de uma época que tínhamos muitos sonhos, muitas esperanças quanto ao futuro.
A última vez que o avistei foi no finalzinho da década de 90, quase no início do terceiro milênio. Um par de anos anos antes, tudo que a gente queria era passar no vestibular, fazer uma faculdade, diplomar e arrumar um trampo bacana. Enquanto isto os mercados emergentes implodiam, a bunda da Feiticeira rebolava nas tardes da Band e pairava no ar a dúvida se os computadores entrariam em colapso na virada do ano, levando consigo o mundo organizado ao caos. Mas tudo bem. Ao som dos Ramones, Red Chilli Pepers e Almir Rogério, a vida era um pouco mais amena e o mundo lá fora que se fodesse.
O tempo passou. O bug do milênio não aconteceu e acabei ingressando numa faculdade pública. Pouco mais de um ano, fui me cansando das constantes cobranças familiares, do curso chato, do colegas manés, da namorada favelada metida a patricinha e do trampo mal remunerado; e de uma hora para outra larguei tudo e me mandei para o Japão sem dar satisfações para ninguém. Minha vida se tornou uma sequência de longas e aborrecidas jornadas de trabalho, raros yasumis, porém menos conturbada e miserável.
Meu broda não teve sorte melhor. A grana não deu para pagar a faculdade particular, casou com a namorada grávida, vieram as dívidas, o estresse da vida adulta e uma constante depressão. Além disso havia aquela nostalgia dos velhos tempos que lhe afligiam duramente a alma. Até que não conseguiu refrear aquela atitude juvenil de ficar com várias pessoas, drogar-se e encher a cara até acabar estirado na calçada. Acabou só e internado numa clinica de desintoxicação pela família. Saiu uns meses depois e ao reencontrar a filhinha nos braços da esposa, emocionado, caiu em prantos e decidiu assumir sua responsabilidade. Trampa até hoje como programador, ganha o suficiente para alugar um apartamento de três quartos numa periferia sombria de Curitiba, sustentar mais uma filha e a sogra inválida que acabou morando junto. Não tem carro. Não sai para viajar, única e exclusivamente por falta de grana. Descer a serra do mar para uma praia pelo menos uma vez por ano, é uma vitória.
Já bastante calvo e obeso para a idade. Passa os fins de semana assistindo programas podres na tevê aberta, lixo como o big brothers bananões, auditórios com apresentadores afeminados, jogos de futebol do coxa rebaixado. Até apareceram outras loiras saradonas e turbinadas, mas nenhuma que chegue aos pés da "nossa" Feiticeira. O rock que a gente curtia parece não existir mais, os Ramones devem estar todos mortos e enterrados e o RHCP não lança algo que preste há anos. Curitiba não é mais a cidade (de bom) modelo. As praças não são mais os cartões postais vistosos do século passado. Andam atulhadas de vileiros (malacos curibocas). Fedem a moradores de rua, mijo, merda e coisas podres. Mas de qualquer forma ele nem tem como passear com a família toda junta, a esposa enfermeira faz plantão no hospital todo fim de semana para complementar a renda. Dureza a vida do meu broda. Sobrevive e existe. Ponto final.

Hikaru no Go

Hai! É um manga japonês. Bem velhinho por sinal, já tem mais de década que foi lançado no Japão. A estória gira em torno de um garoto simpático chamado Hikaru Shindo que ao remover uma mancha de sangue em um tabuleiro encontrado no sótão do avô acaba libertando um fantasma chamado Sai, um lendário jogador de Go que viveu á milênios atrás e teve uma morte dramática provocada por uma terrível traição palaciana.
A primeira vista parece ser uma estória meio bobinha e banal. Ledo engano, é passar a ler os primeiros capítulos para se encantar, e não largar mais a mão de querer acompanhar a saga desta inusitada dupla: Hikaru em busca de conhecimento para se tornar profissional no jogo de Go, e Sai (o fantasminha amigo) em busca da libertação e paz para sua alma atormentada.
Existem zilhões de possibilidades de baixá-lo na internet. Eu mesmo confesso que assisti a versão animê através de uns vídeos que encontrei boiando no PB. Mas outro dia, ao comprar a ultima Sexy numa banquinha na Luis Góes e acidentalmente acabar batendo os olhos numa edição caprichada deste manga genial recém lançado pela editora JCB, não pude deixar de levar um exemplar para casa:


Leia, leia, leia! Pois alem de ser uma diversão muito bacana, ainda serve como uma forma bastante lúdica de aprender Go, um jogo de tabuleiro fantástico, o único que computador algum ainda não conseguiu derrotar fortes oponentes humanos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Carlo meets Bah

E a Bah acabou contando toda a estória. Que doidera este negócio de pisar em solo nacional depois de década. Tava jetlegado mesmo, pois não lembro de nada direito. Nem sabia que estava de gorro nesse calor escaldante de San Pablo. Aquela parte da dança na chuva então... E apesar de meio zuado começamos de boa, com uma amiga muito gente fina que nunca tinha conhecido pessoalmente recebendo a gente lá no Cumbicão.
Gostei do cartaz do Dú, que por problemas logísticos não apareceu por lá:



Minha cara estava bem parecida com esta bananinha, por sinal. Um daqueles momentos Kodak inesquecíveis!

O ex-deka e o rio Tietê

O ex-deka ia descendo calmamente o rio Tietê quando da margem escutou um gargalhar zombeteiro. Ele estranhou a princípio, depois ficou levemente irritado, mas preferiu ignorar o barranco maroto.
- Porque diabos este idiota não me deixa em paz? Toda vez que me nota, ri descaradamente como se fosse o rei do bananão, sendo que é somente um mero assento para o traseiro de pescadores tresloucados que sonham um dia pescar algo, além de entulho nestas águas pútridas!
Refletia distraidamente, até o momento em que teve de desviar no último instante de mais um monte de merda que flutuava como um iceberg sob a água escura e densa do rio.
- Ufa! Mais um pouco e o meu barquinho ia para o saco!
Suspirou aliviado.

Deu uma vista rápida para os lados. Além da margem parecia haver muitos segredos. Especulou que talvez houvessem tesouros, amores, estabilidade e quem sabe fortuna grandiosa. Mas e as armadilhas do desconhecido? O ex-deka resolveu deixar para lá, não se arriscar e prosseguiu no seu rumo (sabe Deus qual) bem no meio do rio. Antigos hábitos são difíceis de abandonar. Passou anos remando assim no Japão. Porque mudar? Então continuou no seu barquinho a deslizar monotonamente sob a água marrom, no sentido da correnteza, nunca contra. Não era uma atividade prazerosa, mas era só o que sabia fazer. Vez ou outra descansava a mente estressada com o seu futuro postando coisas incoerentes no seu blogue, sem qualquer preocupação com o ridículo que os obscuros habitantes da margem poderiam concluir de seus textos. Também escreveu loucos poemas em belas folhas brancas. Mas quando faltou papel higiênico durante o trajeto, e suas necessidades fisiológicas forçaram seu intestino evacuar, descobriu utilidade melhor para os papéis, principalmente naqueles que já havia rabiscado os tristes versos que o seu cotidiano bisonho inspirava.

Bastaram poucos dias navegando pelo Tietê para o ex-deka notar diferenças abissais com os rios nipônicos. Lá os barrancos não gargalhavam, não tinha que se preocupar em desviar de galhos traiçoeiros e espinhosos, não havia icebergs bostilentos, nem tantas curvas, a água era límpida e não cheirava a esterco.

Mas aqui, para além das margens, e dos arbustos que encobrem a sua visão, vez ou outra escuta risos alegres que parecem convidá-lo a participar de uma grande festa. Pena que o ex-deka não sabe mais o que é ser feliz. E não tem a menor disposição para estacionar sua combalida condução na margem lamacenta. Muito menos animo para escalar o barranco e assim deixar seu mundinho restrito e miserável para trás. Parece que o pobre diabo só sabe mesmo conduzir mecanicamente seu barquinho bem no meio do rio, em qualquer rio, em qualquer parte da galáxia.
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Afê, tava aborrecido, triste, ficando doido de pedra quando escrevi este texto absurdo umas semanas atrás, que acabei não publicando por puro esquecimento. Desde então muita água rolou pelo Tietê, e dentre várias coisas que andei metendo as caras, cabei me inscrevendo na insuspeitável academia de forró de uma professora mucho loca chamada Viví Charlan, conhecida da Deusidete, a tia simpática que arruma a bagunça na pensão aonde me hospedo. Lá esta lotado de muita gente boa e alegre. Alem de aprender a requebrar o meu corpo todo duro e desajeitado, estou me divertindo beça, feliz como um pinto ciscando a macarronada cheirosa que todo domingo a vizinha do lado apronta para o almoço em família.
Forró is magic! Believe!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A revelação

Estirado como um lagarto aborrecido na cama dura de uma pensãozinha em San Pablo, o ex-deka lançava um olhar suplicante para o teto descascado em busca de uma epifania que há dias perseguia e nunca se revelava. Entretanto, não se apercebia o pobre diablo que assim tão centrado, certas revelações jamais se revelam. Até parece que a busca pela verdade suprema dificilmente surge assim em um estalo, sendo necessário muita dor sofrida, dúvidas tortuosas e sensações escabrosas para se atingir a verdadeira iluminação. Bastante irritado, quase chorando, o ex-deka sentiu uma imensa solidão e autopiedade. Também lhe sobreveio como um raio, sentimentos esmagadores como saudades de lá e um arrependimento de profundezas incomensuráveis.
Não era nem um pouco aceitável para ele, que havia planejado tão minuciosamente o seu retorno, assim como quem vai assaltar um trem pagador, que suas projeções deitassem em terra tão facilmente como um frágil castelo de cartas. Como se logo que foi descarregado no Cumbicão, tudo ficasse instantaneamente desconectado, embaralhado, e pior, absolutamente sem norte.
Porque ele não teve logo a ideia de procurar no You Tube pela "pior profissão do mundo" e então resolver de uma vez por todas, suas dúvidas sobre qual rumo tomar neste decantado país latino?



Brincadeira galera! Não foi tão dramático assim. Um pouquinho menos. O Carlo tá por aê no bananão, fazendo um curso de massoterapia, tocando a vidinha de pobre bananeiro e esperando que tudo dê certo no final como naqueles filmes de roliudi que ele tanto adora socar a bucha. E não esta mole não!
Porra! Meus dedos estão pedindo água depois da aula prática de hoje. Me desejem sorte, tô achando que vou precisar de muita, além de gelo para aliviar a dor na mão...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Simpatia Gaúcha

Semana passada descobri um lugar porreta para estufar o bucho. É o restaurante "Simpatia Gaúcha". Pela merreca de 8,5 mangos come-se um grude muito bão até aquilo fazer bico e sair rolando dali que nem barril cheio. Além do tradicional arroz, feijão e zoião; tem banana frita, linguiça torrada, amassado de batata, mandioca frita, salada e a especialidade da casa: um picadinho de buchada cheirosinho que eles chamam de estrogonófiu. O banheiro é limpo. O atendimento é ótimo, e apesar dos atendentes só falarem baianês dá para se comunicar legal, pois são muito simpáticos e atenciosos. Destaque para a graciosa Ronivete que apesar da gafe em me confundir com chinês na minha primeira visita, tem um conhecimento enciclopédico sobre o BBB, novelas, e sempre me traz a garrafinha de água mineral (R$2,00) na temperatura ideal.
Tô rangando por lá praticamente todo dia. Se você tiver perdido pelos lados do metrô Santa Cruz, e tiver com fome, recomendo fortemente que dê uma passadinha no Simpatia, fica na Domingo de Morais, no ladinho de uma borracharia.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

lulla.avi

O roteiro tem a profundidade de uma poçinha de lama, absurdamente linear e chatíssimo. Personagens caricatos, atores canastrões, o afã em mostrar o lula como um messias iluminado o tempo todo e a produção tosquérrima, compõe uma película inassistível, mesmo para quem for ao cinema com uma viseira petista. O filmeco do presidente é tão ruim que não seria digno de ser exibido numa sessão da tarde de uma segunda-feira chuvosa numa San Pablo alagada. Não dá para confundir o troço com a sétima arte. É pura propaganda do petê disfarçada de filme.
A única coisa no conjunto da "obra" que apreciei foi o cão dos Silva, achei bastante criativo colocarem uma Lassie com pelo brilhante, escovado, esbanjando energia no meio da caatinga devastada pela seca. A vida podia ser miserável para a esfomeada família Silva, mas pelo jeito grana para uma suculenta ração canina devia sobrar.
Ufa!!! Ainda bem que não gastei dinheiro com ingresso, assisti aqui, no conforto de um quartinho na pensão da D. Marina ao arquivo lulla.avi que baixei via wirelles emprestada da vizinha.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Carlo responde...

Alguns conhecidos no Japão me perguntam ultimamente, meio em tom de zombaria, como um cara como eu, totalmente cético com as cousas deste país latino, esta até certo ponto encarando com esportividade este interlúdio no bananão.
Well. Acredito que seja o fato de estar gostando de conviver com algumas pessoas por aqui. Recuperei aquele prazer de ficar a toa, conversando descompromissadamente qualquer tolice, fazer piadas, tirar sarro, ser motivo de sarro, berrar loucamente num jogo de truco, vibrar com um joguinho besta de sinuca em boteco, enfim, conviver maneiramente com os compatriotas. Por incrível que pareça esta sinergia me fazia uma baita falta.
E também voltei a ter aquele "jogo de cintura" com as cousas bananeiras.
Algo que necessariamente precisa ser exercitado quase ao extremo por aqui, sob pena de ficar louco de pedra. É preciso ter paciência iogue com as bananagens. O informalismo impera por estas bandas. Também a vagarosidade, os enroscos, a burocracia, a ignorância e outras pedras que ocasionalmente despencam no meio do meu caminho. Mas repito, o povo é muito gente fina e isso compensa em muito as cousas toscas que por vezes me tiram do sério. Não sei se é porque o nível das pessoas ao meu redor seja melhor, mas os brasileiros bananeiros são bem mais camaradas, mais solidários e até gentis. Muito diferente dos dekasseguis no Japão, aonde o individualismo e o egoismo muito grandes permeiam a comunidade como um todo e isso não é nada saudável. Talvez e muito provavelmente porque ao longo desta década tenham aportado compatriotas de péssimo nível (favelados mesmo), tanto educacional, quanto moral naquele belo país. Uma pena, realmente. A vida por lá seria bem mais fácil.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Carlo, o incendiário...

Usando um fogão bananeiro pela primeira vez depois de década. Giro o botão do gás e busco um dispositivo/botão/alavanca/ANYTHING para faiscar a chama. Nada a primeira vista. Continuo procurando aqui, ali e nada ainda. Então resolvo girar TODOS os botões que encontro no painel. Nada. Coço a cabeça dura. Começo a ficar angustiado, mas aê noto uma caixinha de aspecto vagamente familiar junto a janela.
- Raios que me partam!!! Fósforos???
Risco, risco e risco, mas a caixinha meio úmida não permite fagulhar coisa alguma. Tava quase desistindo, quando percebo o palito finalmente queimar. Sinto o calor da chama bem próxima do dedo, e por puro reflexo atiro o fósforo. Uma labareda gigante toma conta do fogão. Troço lindo! Sorte que deu tempo para dar uma afastadinha bem na hora de salvar minhas sobrancelhas!

Aí D. Marina surge toda esbaforida na cozinha:

- Você nunca ligou um fogão antes?!?
- Err… Já. Mas foi no século passado. Tinha esquecido completamente.
- Percebi...

Pois é. Tô me acostumando. Agora sei ligar um fogão bananeiro sem causar incêndio. Também não estou mais jogando papel higiênico no vaso. Vivendo e aprendendo...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Zirigidum-dum-dum!!!

Viva o carnaval, o festival das bundas banhudas! Viva a selva brasilis, a terra do ziriguidum! Já estou meio convencido que as cousas por aqui não tem jeito mesmo. O bão é que não tem lugar mais engraçado de se viver. Pois não deve existir país mais zuado do que este.

Carnaval até quinta da semana que vem para mim, a minha escola resolveu estender um dia a mais o feriado. Será que o corrupto sai antes do xilindró? Na quarta-feira? No bananão tudo é possível. Mas estou animadão. Até tô pensando em ir a um baile a fantasia com umas amizades recém conhecidas. Vou de favelado. Visto uma camisa encardida do corintians e já tô pronto.
Hahahaha!!!!
Mentira! Mentira!
Vou é assistir todos os epês da segunda temporada do "Damages" que ganho muito mais. A Patty Hewes é que sabe ser corrupta. Dá uma verdadeira aula, até os corruptos brasileiros poderiam aprender uma coisinha ou outra com ela. Mas tô achando que desta season ela não escapa. Tá pensando oque? Lá não é nenhuma selva brasilis qualquer...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uhu!!! É carnaval!!!

Arrependimento é um filho-da-puta que não respeita nada, senta insolente em cima da mesa redonda e bamba aonde repousa o meu iMac e fica olhando sarcasticamente bem no fundo dos meus olhos. Dizendo sem nenhuma palavra falada: "Seu mané! Eu te avisei… Eu te avisei..."

Hahahaha!!! Brincadeira. Tô "adorando" la vida nueva em San Pablo. E a palavra arrependimento esta numa página que rasguei do meu dicionário e cabei usando como papel higiênico. Fueda-se, se estou na chuva é para se molhar. O fato de não estar me afogando na enchente barrenta já tá valendo.

Mas convenhamos: é um diabo esta coisa de dekassegui decano cair de paraquedas neste país latino. Agora até que esta melhor. Embora continue não entendendo muita cousa que se passa ao redor. Parece que tudo o que surge na ilha da minha existência são garrafas sem mapa. Ou bússolas sem agulha. Juro que estou tentando me adaptar da melhor forma possível. Ser mais um bananeiro. Fazer parte disto tudo aqui. Rir como um macaquito embriagado pelas frutinhas podres colhidas no chão. E até saltar de felicidade ensandecida sem saber porque, nestas festas funestas que los bananeiros chamam de carnaval, o festival das bundas. Dou um suspiro chistoso e aborrecido. De qualquer maneira esta alma gaiata não leva muita cousa a sério. Provavelmente é só uma questão de hábito este negocio de socializar-se. O bão talvez seja seguir o rumo da manada. É isso. Vou abrir o coração e fazer parte de alguma tribo. Uga, buga, uga! Chega de tentar dormir e só ouvir barulhos na madrugada. Vamos festar adoidado!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Invictus


Toda vez que me aparece um filme de roliudiano pela frente eu já sou do contra, mas as vezes é preciso dar o braço a torcer. Gostei do Invictus. É claro que existe a previsibilidade do roteiro, de uma certa dose de clichês, mas isso até que não chega a ser um demérito tão grande assim. Gostei muito do filme. Passei a admirar mais ainda o Mandela. Passei a acreditar que a política quando bem conduzida pode inspirar e realizar coisas boas, mesmo num país dilacerado por um regime brutal como o apartheid, violência, crise econômica, tudo isto em meio a uma transição histórica de governo.
Mandela realmente é um grande cara, um verdadeiro estadista, um líder sábio e inteligente, compará-lo ao lula, bom, deixa para lá, nem vale a pena perder tempo com certas imprecações inúteis…

E é claro, vibrei com o belo poema que inspirou Mandela durante o tempo em que esteve na cadeia e cujo título dá nome ao filme:

Invictus

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer Deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.


É tudo que um ex-dekassegui perdidão neste país latino precisava ler para levantar um pouco o seu ânimo, apesar da desesperança, do ceticismo e da imensa decepção com certas "cousas" que não consigo deixar de notar por aqui…