segunda-feira, 20 de junho de 2011

...

- Quem é você?

- Eu sou o Bananão. Ás vezes sou mau, aponto-lhe um trezoitão, arranco sua carteira, saco a grana e rasgo teus documentos. Noutras vezes sou aquela cachaça vagabunda que queima forte a garganta nos momentos de tristeza. Mas na maior parte do tempo banco a mãe Joana, deixo minha casa toda zoada e bagunçada pra ninguém se achar, nem entender o que esta acontecendo.

- Finalmente! Te encontrei. Voltei depois de tantos anos lá fora para te falar, mas você não estava na esquina.

- E o que aconteceu?
- Perambulei sem rumo no afã de entender aquilo que não se consegue entender.
- Como é seu nome?
- Meu nome é Carlo, mas fico me perguntando quem realmente sou.
- …
- Onde você mora?
- Você quer dizer, aonde armazeno suas angústias?
- Pode ser.
- Eu estou em toda parte, te acompanhei desde Cumbica até a Praça da Árvore, como não me notaste durante este tempo todo?
- Ás vezes estava bêbado, noutras deprimido, isso tudo embaçou-me as vistas durante esses 1 ano e 5 meses. E a vida passou-me, assim, como se estivesse assistindo um filme alemão triste e monótono…
- Você é um fracasso.
- Eu sei…
- Vais partir de novo?
- Vou.
- Vá mesmo. Teu espírito está em combustão. Teu coração, magoado. Voltará, talvez?
- Talvez… Mas não quero pensar nisto.

2 comentários:

António Rebordão disse...

Excelente texto.

Que a saga continue e votos de que os ventos estejam de feição.

Abraços.

Leh disse...

Bem-vindo, Carlito!

Do bananão para os quintos do Japão... , acho que vai dar post! Vai voltar ao antigo nome do blog ou não?
Já não está mais insano, rs, e com mais inspiração, acho.

Que bom que está de volta e a pleno vapor.

Estou aguardando uma parte do seu diário.

Kisses