sábado, 14 de abril de 2012

Zangyou

Sensação modorrenta,
das horas que nunca passam.
é como estar numa cela solitária,
uma angústia infinita.

Mente ligada na labuta,
revira-se constantemente,
querendo flutuar,
querendo esquecer,
suprimir todo o cansaço,
buscar nalgum lugar,
um refúgio para sonhar.

Quantas horas se passaram?
Quantas horas perdi?
Quanto dinheiro ganhei?
Devaneio inutilmente,
pensamentos persistentes,
cálculos viciosos,
ganhos monetários,
algemas desta vida automática.

Sim, eu, Carlo,
estou conformado,
sou apenas um robô de carne.

Mas,
Porém,
contudo,
entretanto.

Valerá tudo isto a pena?
Será?
Frustrações veladas.
Tédio mortal.
Irritação.
Que vida é esta?
É isso o que quero?
Poderia estar lendo um livro.
Poderia estar na praia.
Poderia estar amando aquela garota bonita.
Poderia…
1 milhão de coisas melhores…

Mas,
E o dinheiro?
Quanto virá?

Mas,
e o tempo?
Quando terei?

Só sei que tenho de suportar.
Eu tenho,
tenho, tenho, tenho…
Que seguir adiante.

Que horas são?
Faltam 8 horas,
7, 6, 5, 4, 3, …
Ok, desisto.
Os ponteiros do relógio desta vida são tão lentos!
Até parecem girar para trás.

Respira rapaz!
Concentra em alguma música.
Esquece as horas.

Sim.
Você sabe porque esta aqui!
Então, gambatê!!!

Que um dia tudo isto acaba,
e o sonho burguês se realiza.

Para uma vida melhor...

3 comentários:

andreia inoue disse...

ola amigo,
te desejo muita forca para aguentar a dureza de vida que eh o trampo por ai,sei que nao eh facil,...muitas horas extras e tudo o mais que vc sabe.
Mais pense que daqui a um tempo,vc tera conseguido realizar os seus seus objetivos.
E nao pense no que esta perdendo,e sim no que vc esta ganhando.
m abracao e boa sorte nessa jornada.
Apesar de tristinho,gostei muito do post.
(tambem me deu forca para nao pensar em voltar para o jp,pq com o post,me lembrei que nem tudo sao flores).
:D
forte abraco.

Leh disse...

É, Carlito...

Não é nada fácil.
Você colocou bem essa sensação de "não vejo a hora de ir pra casa" no pensamento de muitos.

No meu trampo, temos 3 horas extras diárias garantidas. Mas quando não precisam, mandam alguns de teiji. Pior que sempre para os mais "fominhas". Tem gente que se mata, briga, etc pra fazer essas horinhas.
Eu sou uma que, por sorte, posso fazer 1, 2, ou 3, se o serviço acabar. Mas na linha não, ou é teiji, ou faz 3. Corro pra poder sair, quando estou no diurno, enquanto o dia está claro, tem sol...

A coisa deve ser consciente. Tem gente que se mata literalmente e faço sua mesma pergunta: "Valerá tudo isto a pena?"

Enfim, tudo tem seu tempo. Trabalhar é bom e é preciso, faz bem. Foi o que escolhemos, vindo pra esta terrinha, que é o que sobrou pra nós, brazucas.

Isso aí!
Gambatê!

banzai disse...

Oi Carlo,
eu sei o que é isso, já trabalhei em fábrica e a melhor sensação depois de um dia lotado de serviço massante é voltar pra casa, mesmo não sendo sua, é voltar pro seu canto. Não tem coisa melhor que isso, sua casa e sua família. O que estressa as vezes, mais que o próprio trabalho são as pessoas que trabalham contigo, e o pior são seus próprios conterrâneos, porque né, a gente só quer ir trabalhar, fazer a sua parte e ganhar o seu, só isso e mais nada, mas tem neguinho que fica... vc deve saber.
Sorte no shigotô, gambarimashoo
madoka